segunda-feira, outubro 22, 2012

se não fosse trágico era no minimo ridiculo

A posição de Portugal e dos seus governantes, vista da Europa atingiu um nível trágico-cómico extremo senão vejamos:

1. Na linha do anterior governo, o actual PM adotou a postura do bom aluno, cumpridor e subserviente perante os credores e parceiros europeus. É definitivamente essa a imagem que eles querem projetar lá fora. Destaque-se nesta opção o caráter vermicular da mesma e a revelação pública e universal da ausência de uma estratégia própria dos nossos dirigentes para sequer encontrar uma luzinha ao fundo do túnel em que enfiaram o País.

2. Da parte da Alemanha podemos esbracejar muito e protestar mas todas as medidas tomadas pela chanceler, traduzem apenas uma vontade: proteger os habitantes dos países periféricos, do efeito secundário mais perverso da chamada democracia ocidental - O POPULISMO.
O que os credores perceberam de toda esta situação, é que o rigor orçamental que a moeda única obriga, foi sistematicamente colocado na gaveta pelos sucessivos Governos dos países periféricos, todos eles devidamente eleitos, em função da quantidade e qualidade das promessas e/ou subornos com que iam "enganando" os respectivos cidadãos. Em todos os países em crise, as vitórias eleitorais são alicerçadas em mentiras. Em todos eles se utilizava a dívida para, de uma forma ou de outra amaciar no último ano dos mandatos, os possíveis desagrados que a opinião pública pudesse ter. 
A recente proposta da chanceler alemã de fazer com que os orçamentos anuais dos países da zona euro, sejam aprovados pela UE, é precisamente com esta intenção. 

Conjugando estes dois pontos podemos formar mentalmente a imagem trágico-cómica com que iniciei o texto.
Os governantes populistas e aldrabões que nas reuniões da UE fingem ser os cãezinhos amestrados que entretêm os restantes convidados com truques e beijinhos.
Os lobos que se vestem com uma minúscula pele de cordeiro que apenas lhes cobre a cabeça.


PS. é claro que não podemos esquecer que a Alemanha ao mesmo tempo que enfraquece a periferia, particularmente as suas empresas, cria vantagens enormes para si própria. Trata-se de uma posição bastante comoda em que ganha em qualquer dos cenários, ou seja ganha se conseguir disciplinar os devedores crónicos e ganha se eles destruirem nesse processo o seu tecido produtivo. 

quarta-feira, outubro 03, 2012

quinta-feira, setembro 13, 2012

recordando o que se disse

"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."
"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."
"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."
"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."
"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."
"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."
"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."
"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."
"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."
"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."
"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."
"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."
"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."
"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."
"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."
"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."
"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."
"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"
"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."
"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."
"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"


Ver este video para conhecer melhor a peça:http://www.youtube.com/watch?v=gNu5BBAdQec

Conta de Twitter de Passos Coelho (@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010. Os tuites aqui transcritos foram publicados entre Março de 2010 e Junho de 2011

terça-feira, setembro 11, 2012

Cortes nas PPP mais caros para o Estado - Economia - Sol

Cortes nas PPP mais caros para o Estado - Economia - Sol:

tal como já tinha escrito antes, se um governo quiser mesmo negociar com esta gente só tem duas opções: ou chama para as reuniões os 3 ramos das forças armadas, ou põe em cima da mesa uma proposta de lei para nacionalizar as empresas (podem pedir as minutas ao Hugo Chaves que ele envia rápido). Qualquer outra forma de negociar só irá provocar mais prejuizo para a Nação, tal como se provou novamente com mais esta pseudo-renegociação falhada


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segunda-feira, setembro 10, 2012

ensinem a crescer...

Ensinem o país a crecer porque a empobrecer já somos muito bons sozinhos.
Portugal com toda a sua história, a servir de exemplo, nunca soube organizar a sua sociedade para que ela possa sustentadamente, já não digo prosperar mas pelo menos sobreviver.
Por isso é que a troika quando aterrou em Lisboa, devia ter vindo com o caderno de encargos destinado a fazer crescer o país essencialmente pela via da sua organização, em vez do estafado livrinho moral da austeridade.
Sem organização nasce o desperdicio, e Portugal prima pela desorganização em todos as celulas do seu corpo, somos um autentico país-tumoral. Não resolver este problema é condenar para sempre este país a viver de mão estendida e já agora a condenar também a Alemanha a para sempre pagar a nossa sobrevivência. 
Quem devia ter vindo na equipa da troika era o melhor jogador do mundo do SimCity, e não os luteranos do centro da europa que tendem a confundir moral com economia.

quarta-feira, agosto 15, 2012

Cães perigosos outras ficções legislativas

É norma neste país resolverem-se problemas com leis e decretos e geralmente os senhores e as senhoras que têm por missão criar legislação, optam por escrever objectos da mais pura ficção com pouca ou nenhuma adesão à realidade do país onde aparentemente habitam. A questão dos cães perigosos é apenas um dos assuntos que este país optou seguir o caminho ficcional em vez de encontrar uma solução para o problema. É claro que a solução ia incomodar alguns cidadãos e iria criar algum incômodo político e portanto criou-se uma lei que ninguém cumpre, que nenhum organismo fiscaliza, e que não evita que todos os anos cidadãos inocentes sofram traumas profundos às mãos de autênticos inergumeros que impunemente insistem em ter a seu cargo um cão. Caros legisladores, o país não tem nem nunca teve condições, financeiras, técnicas nem culturais para implementar a lei das raças perigosas e a única atitude digna que vos resta é a de revogar imediatamente essa obra de ficção e substitui-la pela simples e imediata proibição dessas raças neste país, devendo todos os exemplares existentes ser imediatamente abatidos. É isto que existe em países bem mais evoluídos que o nosso e é só essa a solução para acabar de vez com esta situação lamentável.

quinta-feira, agosto 09, 2012

CGD atira para a falência projecto no Alqueva considerado pelo Governo de "interesse nacional" - Economia - PUBLICO.PT

CGD atira para a falência projecto no Alqueva considerado pelo Governo de "interesse nacional" - Economia - PUBLICO.PT:

Aqui está mais um exemplo tipico de como funciona a classe empresarial, vulgarmente designada por "Donos de Portugal".
Lembram-se de um projecto, provavelmente durante uma jantarada, no Gambrinos:
- Ouve lá oh Zé, e se nós fizessemos um grande campo de golfe no Alqueva?
- Sim parece-me interessante, ora desenvolve lá melhor.
- Oh pá, faziamos um grande projecto, sei lá, talvez com hotel 5 estrelas e tudo no maior luxo, convidavamos um designer famoso e sempre era uma maneira de se aproveitar aquela água toda, em vez de a mandar toda para os espanhois.
- Sim, até estava bem pensado, amanha ligo ao Ministro para ver o que ele pensa disso.

O processo é entusiasticamente recebido pelo governo (sedento de noticias boas), carimbam-lhe o PIN em tempo recorde, mas depois dá-se um fenómeno de osmose do risco, onde gradualmente o investidor (quem teve a ideia e a vontade de investir no país, e que iria colher os frutos do seu risco), transforma-se em promotor (ou seja um sujeito que desiste de arriscar o que é seu, e passa a ser apenas o vendedor da ideia, e que no futuro se o projecto for bom, ficará com os louros de investidor brilhante e os respectivos lucros). Quem efectivamente se vai atravessar com os fundos, é o Estado e neste caso também um sindicato de bancos liderado pelo banco público. Sendo certo que os bancos privados, só investem se tirarem a fatia deles, restava à CGD o papel de fornecedor de notas para pagar a construção do empreendimento, pagar os juros aos outros bancos e rezar muito à Nossa Senhora de Fátima para que tudo corresse bem.
O sucesso ou fracasso de todo o projecto ficou logo pendurado nas condições em que o banco público (também há quem lhe chame o braço armado do governo), financiaria a sua execução.

Esta classe empresarial, na verdade, actua como as claques de futebol, incentivam, aplaudem e dão coragem para se gastar o dinheiro em coisas fantásticas, mas sem que nunca em tempo algum corram o minimo de risco de falhar um golo. Se correr tudo bem, são uns génios, se correr torto, eram apenas os promotores de um projecto fantástico mas que infelizmente não houve enquadramento e apoio do governo para o executar.


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quinta-feira, agosto 02, 2012

eliminar Municipios

Uma boa opção para quando se chegar à conclusão (óbvia) de que temos municipios à mais, poderá ser a extinção de todos aqueles que à data, não dispuserem nos seus sites, de uma ferramenta óbvia e prática de mostrar aos cidadão o seu Plano Director Municipal e restantes mecanismos de planeamento. O PDM devia ser a Biblia sagrada de uma autarquia, e quem ainda não dispõe de tal serviço, violando inclusivamente decretos lei e normativos europeus nessa matéria, obviamente que não tem competência para continuar a existir como autarquia. 
É um método bastante simples e com resultados surpreendentes.

segunda-feira, julho 30, 2012

recados à ANACOM

Exmos Senhores administradores (pagos a peso de ouro) da ANACOM,

Façam o favor ao País de exercer as vossas competências, as quais se bem exercidas resultarão numa moldura mais favorável para o seu desenvolvimento e crescimento, uma vez que atenuarão o desequilibrio muito bem descrito pelo Prof. Vítor Bento, entre o que ele designa de sector de bens transacionáveis versus o sector de rendas protegidas.
Então aqui deixo as minhas duas recomendações:

1. Obriguem os operadores a fornecer aos clientes durante um mês em cada ano, o serviço banda larga, nas condições que mais se assemelhem às que os mesmo têm contratado nos serviços fixos. Desta forma acaba-se com uma renda que as referidas empresas auferem quando facturam um mês de um serviço que o cliente nem sequer usou. É uma medida simples, popular, e acima de tudo JUSTA.

2. Alterem as condições catastróficas com que V. Exas. lançaram o serviço de Televisão Digital Terrestre. Qualquer semelhança deste serviço com qualquer um dos outros em funcionamento nos países europeus é pura ilusão, isto porque, mais uma vez, a entidade reguladora portuguesa não soube, cumprir a sua função e actuou como sempre, protegendo as rendas das empresas distribuídoras de TV paga, em vez que criar melhores condições para a população e melhor serviço por parte das empresas. É da exigência que nasce a evolução e se Portugal não tiver um mecanismo que vá exigindo cada vez mais eficiência, rigor, qualidade, é certo que as empresas continuarão a explorar os seus clientes. Façam pelo menos o seguinte: coloquem os canais da TV pública, todos na grelha da TDT. Podia pedir que fizessem como os outros países e selecionassem alguns canais gratuitos que são distribuídos via satélite e que apesar de gratuítos mantêm a sua qualidade (por exemplo: o Euronews, o ARTE, a CNN, o NHK, o Eurosport, entre outros), mas para não chocar muito, e numa primeira fase, pedia que pelo menos os canais da empresa que todo o POVO paga, fossem distribuídos gratuitamente para esse POVO que os PAGA os possa VER. Seria o minimo que V. Exas poderiam fazer para pelo menos justificar o vosso nome.

Termino com um esclarecimento, o papel da regulação num mercado liberalizado, consiste em proteger a economia do País, das más práticas empresariais, que através das várias formas de manipulação dos mercados procurem gerar lucros ilicitos ou abusivos. Em Portugal a tendência generalizada das diversas entidades reguladoras é confundir o País, com os acionistas das empresas, e num segundo patamar confundem-no com os postos de trabalho que essas mesmas empresas "fornecem" ao País. Só em 3º lugar surgem os interesses dos consumidores dos produtos dessas empresas.
Esta troca de posições conduz os diversos mercados (energia, telecomunicações, transportes, etc) a acumular sucessivas posições de sobre-exploração dos preços cobrados, retirando em última análise, competividade à economia nacional, levando a que no longo prazo todos sejam atingidos por uma onda negativa mas em que a ordem surge invertida ou seja os clientes deixam de poder consumir os produtos, os postos de trabalho acabam na mesma por ser eliminados e os acionistas alienam as posições e partem para outras paragens.
Concluindo, se o objectivo da regulação em Portugal é proteger os acionistas, criem um mercado justo, se o objectivo for manter e criar postos de trabalho em Portugal, criem um mercado justo, e se finalmente o objectivo for proteger os consumidores, criem um mercado justo.

Com licença que tenho ir trocar a água do aquário.

a crise na Europa

É para mim perfeitamente claro que a instabilidade que se vive hoje na Europa, em termos da sua perspectiva económica, está totalmente dependente de um único país e do seu respectivo ciclo eleitoral. A Alemanha.
Os países endividados, a adoção de mais ou menos austeridade, os juros, as manifestações, tudo isso é totalmente insignificante. O que a europa precisa, para resolver esta crise é de um esclarecimento cabal por parte da Alemanha sobre o que pretende fazer em relação ao futuro do Euro e da própria UE. E quando falo na Alemanha, não quero referir-me nem a Merckel, nem ao seu ministro das finanças, nem ao presidente do Bundesbank. Quem tem de clarificar toda esta ansiedade, dúvida e consequente especulação, é o povo alemão.
O ideal era que os politicozinhos tomassem a unica atitude nobre que os devia nortear e convocar de imediato um referendo para saberem realmente qual é a decisão do povo. Doa a quem doer.
Infelizmente, é perfeitamente claro, que vamos ter de esperar até 2013 (próximas eleições gerais alemãs) para que se possa desfazer esta incógnita e mesmo assim teremos de ter a "sorte" para que as forças partidárias se saibam posicionar claramente entre os que querem um futuro comum e os que preferem seguir o seu destino sozinhos.

sexta-feira, junho 22, 2012

Que rumo para as empresas de transporte

Ainda não consegui definir se os sindicatos do sector estão coordenados com a agenda neo-liberal, atuando no sentido de afundar as empresas para forçar a evidência da sua privatização, ou se pelo contrário aprofundam o endividamento e a falência das empresas com o objectivo de afastar os interessados dessa hipotética privatização. Em qualquer dos cenários parece-me claro que a intenção deles é manterem-se a todo o custo no grupo dos sector protegidos e privilegiados (face ao restante da sociedade portuguesa) posição essa que foram construíndo ao longo de muitos anos de sucessivas chantagens negociais.

quarta-feira, maio 30, 2012

io-io

A forma como o país está a enfrentar o aperto da dívida, sem praticamente alterar nada de substancial no que diz respeito à estrutura da sua economia, leva-me a admitir que o resultado final de toda esta situação vai ser o equivalente inverso das dietas io-io (digo inverso porque neste caso ser gordo, significa um país próspero). Quer isto dizer que estamos a emagrecer o PIB, aplicando medidas de austeridade que incidem apenas sobre os cidadãos, deprimindo essencialmente o seu consumo, para que depois, aliviando esse garrote, se consiga engordar durante uns anos, até que a economia recupere o que a recessão "comeu". O ritmo a que se soltará o garrote irá determinar o ritmo do crescimento, levando a crer que os partidos que estarão nesse altura no comando irão certamente gerir esse ritmo de acordo com o ciclo eleitoral.
O balanço final vai ser um PIB que inicialmente irá crescer de forma rápida, permitindo até ganhar as eleições, com a ilusão de que finalmente o país entrou no rumo do crescimento sustentável, mas que posteriormente, como a estrutura se manteve no essencial inalterada, retomaremos o crescimento anémico que ao longo de decadas caracteriza a nossa economia. Com alguma probabilidade, vamos ter 3 anos de emagrecimento acentuado, que depois se for bem gerido irá resultar em 8 a 10 anos de pseudo-crescimento, sendo que no fim o "paciente" voltará a ficar com os 120 kg com que começou o regime, e nem mais uma grama.
Infelizmente todos os sinais até agora apontam para esta conclusão.
A daqui concluo também que o sistema político português não se conjuga bem com os patamares evolutivos da democracia que até agora temos vindo a construir, uma vez que é ele que está a emperrar de forma irremediável o crescimento económico de Portugal.

terça-feira, maio 29, 2012

Quem cavou o buraco do BPN?

Uma pequena tentativa para contabilizar o(a)s senhores(as) que ficaram com o dinheiro que todos os portugueses estão a repôr.
Os valores são indicativos e foram pesquisados na internet, em jornais (principalmente no Diário de Noticias) e no livro "O escândalo do BPN" e completados com a reportagem da SIC em 22/12/2012).
É possível que alguns já tenham regularizado os créditos. A cinzento estão nomes e montantes que se encontram disponíveis em jornais e internet mas que não foram mencionados na reportagem da SIC, que estão a preto.

Buraco estimado entre os 2800 e os 4893 milhões de euros mas que, segundo alguns especialistas, pode chegar aos 8300 milhões!

Coveiros:

  • Duarte Lima, Pedro Lima e Vítor Raposo (Homeland): 49,655 milhões
  • Luís Duque, vereador da CM de Sintra: indeterminado
  • empresário Carlos Marques (stand SportClasse), e advogados Diamantino Morais e Teresa Rodrigues: 100 milhões
  • José Oliveira e Costa 15,307 milhões
  • a filha Yolanda Maria Rodrigues Oliveira e Costa (PROGLOBO) : 3,447 milhões
  • José Oliveira e Costa, António Franco (ex-administrador), José Vaz de Mascarenhas (ex-presidente do Banco Insular) e Ricardo Pinheiro (ex-director do Departamento de Operações do banco): 222,1 milhões
  • Abdool Vakil: indeterminado
  • Banco EFISA 126 milhões
  • Luís Carlos Caprichoso (PLEXPART): 0,820 milhões
  • Francisco Sanchez: indeterminado
  • José Vaz Mascarenhas: indeterminado
  • Luís Reis Almeida: indeterminado
  • Isabel Cardoso: indeterminado
  • José Augusto Rodrigues Monteverde (BIGMUNDI): 5,632 milhões
  • Luís Ferreira Alves: indetermnado
  • F. Baião do Nascimento: indetermnado
  • António Martins Franco: indetermnado
  • Rui Guimarães Dias Costa (Labicer): indetermnado
  • Telmo Reis (Labicer): indeterminado
  • Hernâni Ferreira (gerente da sociedade FOimobiliária) : indetermnado
  • Labicer: 82 milhões
  • Invesco (off-shore): 17,538 milhões
  • Jared Finance (off-shore): 46,588 milhões
  • Solrac (off-shore): 115,116 milhões
  • Merfield Servises (off-shore): 6,615 milhões
  • Marbay Enterprises (off-shore): 4,155 milhões
  • Tempory Limited (off-shore): 3,845 milhões
  • Redshield Services (off-shore): 12,450 milhões
  • Reltona Enterprises (off-shore): 12,585 milhões
  • Webster Worldwide Assets: 26,82 milhões
  • Financial Advisory Services: 2,449 milhões de dólares
  • Orienama Investments: 713,106 mil dólares
  • Antorini Brasil Participações: 399, 247 mil dólares
  • Solrac 77,7 milhões
  • Seaford Holdings: 15 milhões
  • Resia Finance: 6,7 milhões
  • Mardell Investiments: 25,5 milhões
  • Kayes Associated: 2,5 milhões
  • Imobiliária Pousa Flores: 1,55 milhões
  • Almiro Silva: 14.05 milhões
  • Starzone, empresa participada da SLN que geria os direitos de imagem do futebolista Luís Figo e do ex-selecionador português de futebol Luiz Filipe Scolari: 47 mil euros
  • Vítor Baía (através das empresas  Suderel- Gestão Imobiliária SA e  Cleal) 4 milhões
  • Telmo Belino Reis 3,6 milhões
  • Dias Loureiro 10 a 30 milhões
  • Arlindo de Carvalho e José Neto (empresa Pousa Flores) 74,363 milhões
  • Arlindo de Carvalho (via Banco Insular) 4,88 milhões
  • José Neto (via Banco Insular) 4,89 milhões
  • António Coelho Marinho 0,735 milhões
  • Duarte Lima (empréstimo para comprar obras de arte) 6 milhões
  • Fernando Estevam Oliveira Fantasia (OPI 92 e PAPREFU - imobiliárias): 80,847 milhões
  • Emídio Manuel Catum (PLURIPAR): 134,740 milhões 
  • Emídio Manuel Catum e Fernando Fantasia 72,131 milhões
  • José Manuel Gama Pereira (gerente do balcão BPN nas Amoreiras) 10 milhões
  • Francisco Guedes e Leonel Gordo (respectivamente gerente e subgerente do balcão de Fátima) 3,584 milhões
  • Joaquim Pessoa (vendeu ao banco uma colecção de arte pré-histórica falsa): 5,3 milhões
  • Almerindo Duarte (TRANSIBERICA): 23,040 milhões
  • Casa do Douro: 26,549 milhões
  • CNE - Cimentos Nacionais e Estrangeiros: 90,441 milhões
  • Galilei: talvez 1000 milhões
  • Joaquim Alberto Vieira Coimbra (TURITON-Imobiliária): 11,032 milhões
  • Vitória Futebol Clube: 7,021 milhões
  • Boavista Futebol Clube: 3,552 milhões
  • Tomás Taveira (arquitecto): 0,828 milhões

  • TOTAL até agora tornado mais ou menos público: 3795,96 milhões

Era tão bom que publicassem todos os créditos transferidos para a Parvalorem, para a Parups e para a Parparticipadas para sabermos tudo. Para sabermos a quem andamos a pagar os calotes.

quinta-feira, maio 24, 2012

Portugal não é como a Grécia * infinito

Todo português patriótico tem como dever repetir sempre que puder a seguinte frase: Portugal não é como a Grécia.
Este exercício deve ser repetido pelo menos 3 vezes por dia e de preferência em locais públicos.
O objectivo é que com este esforço colossal, de 10 milhões de pessoas, se cumpra a velha máxima inventada por um alemão que explica como uma mentira repetida imensas vezes se pode tornar realidade.
Quero portanto usar este modesto pulpito para dar vazão ao meu dever.

Ora aqui está então: Portugal não é a Grécia e para quem não acredita nisto decidi listar uma série de coisas praticas que distinguem os dois países.

1. A queda da ditadura grega deu-se em 1975 enquanto que portugal iniciou a democracia em 1974. Foram de facto 52 semanas de diferença que deram a Portugal uma superior consolidação da democracia.

2. Na Grécia existem 2 partidos que entre si partilharam o regabofe em se transformaram estes 37 anos de democracia. Ora em contraponto em Portugal assistimos a uma saudável alternância democrática entre 2 forças políticas que constituem o chamado arco de poder destes 38 anos de progresso.

3. Na antecamara da ruína  grega, os alemães convenceram o governo a comprar 3 submarinos, num negócio envolto em corrupção e prejuízo para o Estado. Em Portugal também foram comprados 3 submarinos à mesma empresa, mas de uma versão superior, já com software de última geração e com capacidade para lançamentos de pastéis de nata em operações humanitárias.

4. Na Grécia, ainda dentro dessa antecâmara de ruína, organizaram-se Jogos da XXVIII Olimpíada, em 2004 e ainda hoje se pagam dívidas enormes sobre essa organização megalomana. O nosso país, muito mais inteligente, organizou no mesmo ano de 2004, o Europeu de futebol, uma actividade muito mais lucrativa e que rendeu milhões de euros de lucros ao país e belissimos estádios de futebol, alguns dos quais se transformaram posteriormente em anfiteatros gregos pós-modernos.

5. Como é sabido, a Grécia fica na periferia leste da europa, enquanto que Portugal fica situado no extremo oposto dessa mesma períferia, ou seja a Oeste. Haverá diferença maior que esta entre duas nações?

6. A Grécia encetou  a partir de 1980, um movimento imparável de obras públicas com pouco ou nenhum impacto positivo na economia do país, consistindo principalmente em estradas, aeroportos, pontes, hospitais, piscinas e rotundas. Em Portugal jamais actuariamos centrados unicamente em sectores não transacionáveis até porque isso tornaria a dívida demasiado pesada. Optamos inteligentemente por investir nas infraestruturas que melhor potenciam o crescimento do país ou seja: estradas, aeroportos, pontes, hospitais, piscinas e rotundas.

7. A população grega está envelhecida enquanto a nossa está apenas idosa.

8. Em Portugal criou-se uma época oficial de fogos florestais, enquanto que na Grécia as pobres florestas mediterrânicas ardem desordenamente mal chega o Verão.

9. A Grécia foi durante séculos uma provincia Turca, criando-se por isso muitos atritos e má vizinhança entre esses dois povos, outrora imperiais. Portugal e a vizinha Espanha, que outrora dividiram o planeta entre si, tiveram alguns arufos mas nada que belisque a amizade que os une.

10. É sabido que os aldrabões dos gregos falsificaram as contas públicas para esconder a sua incompetência e despesismo descontrolado. Em Portugal, a engenharia financeira apetrechou o Estado com ferramentas tão sofisticadas que conseguimos fazer igual aos gregos sem que ninguem nos chame aldrabões lá fora. Por exemplo, temos uma empresa pública que compra imóveis ao Estado, gerando receitas fantásticas a partir do ar.


Querem mais uma?

11. A bandeira da Grécia é azul e branca e a de Portugal é verde e vermelha.

Lembrei outra bem boa:

12. A Grécia ganhou um festival eurovisão da canção (simbolo da decadência europeia). Portugal nunca ficou sequer no top 3.

sábado, maio 19, 2012

Qual Crescimento?

Com a vitória recente de François Hollande nas presidenciais francesas, aumentou o grupo de pessoas que apelam à europa (figura cada vez mais espectral) para promover políticas de crescimento que atenuem os efeitos recessivos da austeridade generalizada.
Temos então de reflectir o que tem sido até agora essa politica de investimento e se é dela de facto que a europa precisa.
Uma grande fatia da promoção do crescimento têm sido os fundos estruturais que os países agora em dificuldades têm tido acesso. Esses fundos, são atribuídos aos governos porque se acreditou em Bruxelas que esses seriam os melhores gestores e ninguem melhor que eles saberiam canalizar essa ajuda para robustecer as respectivas economias. Ingenuidade!
Infelizmente para os povos desses países, a agenda dos sucessivos governos que beneficiaram dos fundos estruturas era encabeçada por um só objectivo, garantir a vitória na próxima eleição.
Outro facto contribuiu também para a infelicidade e posterior ruína desses Estados, os fundos eram atríbuídos com prazo de validade. Parece absurdo, mas foi a realidade. 
A conjugação destes dois factos levou ao seguinte raciocinio dos governantes: 

1. "temos aqui uma montanha de euros para gastar em x anos."
2. "se não o gastarmos eles não voltam"
3. "temos de ganhar eleições"
4. "temos lóbis que nos ajudam a ganhar eleições"
5. SOLUÇÃO: vamos "investir" os fundos europeus nos negócios dos nossos "amigos"

Foi isto que aconteceu em todo o lado.
Será uma nova dose disto que a europa precisa? De certo que muitos, talvez mesmo a maioria dos que apelam por novas políticas de crescimento, desejam acima de tudo essa nova dose mas não seria bom, por uma vez que seja, tornar as politicas de crescimento, verdadeiras alavancas no reforço das economias dos Estados e da Europa?

Para que tivessemos isso, a europa tinha acima de tudo de pensar em sí de forma integrada, ou se quiserem de forma CONTINENTAL.
A partir daqui a europa teria de traçar objectivos concretos sobre áreas essenciais ao desenvolvimento economico: 
Objectivos europeus na área energética;
Objectivos europeus na área de transportes e comunicações;
Objectivos europeus na área da educação;
Objectivos europeus na área industrial;

Só depois de definidos estes objectivos, é que a europa devia começar a investir no estímulo à economia e à promoção do crescimento.
Não ha outra solução. 

quarta-feira, maio 16, 2012

Esta nossa democracia é assim, de vez em quando alguém do regime faz uma asneira, pega-se nele chamam-lhe arguido e manda-se uns tempos para uma prisão enquanto se finge que se está a investigar melhor a situação. Depois quando o tempo aconselha, manda-se o sujeito para casa com uma pulseira ou outro tipo de castigo, à laia de castigo infantil, "vai lá embora e não voltes a jogar à bola na rua".
Ficam assim concluídos os castigos da "gente" do regime. Não espere o povo outro tipo de justiça neste país.
Os exemplos são tantos que nem vale a pena listá-los. O próprio povo já sabe associar ao tipo de arguidos que ciclicamente caem nesta situção, o tipo de castigo que lhe irá ser proposto. E o que é verdadeiramente grave é que já todos nos conformamos que a vida deve ser mesmo assim. Já ficamos satisfeitos porque pelo menos tiveram que passar uns diazitos fechados num sitio qualquer sem poder ir ao cinema, ou passear à beira mar. Nem nos lembramos ou queremos saber se podem estar inocentes. E parece que eles também não se importam muito em serem detidos sem julgamento ou sem provas dos delitos que alegadamente cometeram. É o preço a pagar por pertencerem ao clube do regime. Sabem que em breve voltam à liberdade, e que o povo já ficou contente por vê-los dentro dos automóveis da PJ a cobrir a cara, quando saem a alta velocidade para os malditos "calabouços" da judiciária. Reparem que a comunicação social (também dominada pelo regime) usa muito esta expressão quando os arguidos são do tipo "colarinho branco" precisamente para o povo ao ouvir essa palavra, imaginar imediatamente, umas instalações do tipo da santa inquisição, onde eles irão estar sujeitos às mais variadas sevicias corporais, a obrigados a comer só pão e beber só água.

A verdade é uma só: Há intocáveis em Portugal, e não são poucos. 

Outra verdade: Não procurem distinguir esta gente em função das cores dos partidos a que pertencem porque neste caso, todos "comem da mesma gamela" e também porque o universo desta gente não se restringe à política.

terça-feira, maio 08, 2012

A liga francesa

O socialista Hollande está para a república francesa como o nosso Mário Figueiredo está para a liga portuguesa de futebol profissional.
Sempre se mentiu para alcançar objectivos o que destaca estes dois casos é a falta de preocupação nas conseqüências que as suas falsas promessas terão nos que os elegeram.
Na altura de angariar votos sempre a classe política usou de meios mais ou menos fantasiosos para alcançar o objectivo. Em maior ou menor grau todos o fazem.
Quando no entanto a fantasia atinge este nível só podemos estar perante alguém que até já sabe qual vai ser o percurso alternativo ao país das maravilhas que vendeu aos cidadãos.
Aqui como no circo o bom acrobata dedica o mesmo tempo a treinar o salto como a preparar a queda.