quinta-feira, setembro 13, 2012
recordando o que se disse
"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."
"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."
"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."
"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."
"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."
"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."
"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."
"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."
"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."
"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."
"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."
"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."
"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."
"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."
"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."
"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."
"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"
"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."
"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."
"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"
Ver este video para conhecer melhor a peça:http://www.youtube.com/watch?v=gNu5BBAdQec
Conta de Twitter de Passos Coelho (@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010. Os tuites aqui transcritos foram publicados entre Março de 2010 e Junho de 2011
terça-feira, setembro 11, 2012
Cortes nas PPP mais caros para o Estado - Economia - Sol
tal como já tinha escrito antes, se um governo quiser mesmo negociar com esta gente só tem duas opções: ou chama para as reuniões os 3 ramos das forças armadas, ou põe em cima da mesa uma proposta de lei para nacionalizar as empresas (podem pedir as minutas ao Hugo Chaves que ele envia rápido). Qualquer outra forma de negociar só irá provocar mais prejuizo para a Nação, tal como se provou novamente com mais esta pseudo-renegociação falhada
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segunda-feira, setembro 10, 2012
ensinem a crescer...
quarta-feira, agosto 15, 2012
Cães perigosos outras ficções legislativas
É norma neste país resolverem-se problemas com leis e decretos e geralmente os senhores e as senhoras que têm por missão criar legislação, optam por escrever objectos da mais pura ficção com pouca ou nenhuma adesão à realidade do país onde aparentemente habitam. A questão dos cães perigosos é apenas um dos assuntos que este país optou seguir o caminho ficcional em vez de encontrar uma solução para o problema. É claro que a solução ia incomodar alguns cidadãos e iria criar algum incômodo político e portanto criou-se uma lei que ninguém cumpre, que nenhum organismo fiscaliza, e que não evita que todos os anos cidadãos inocentes sofram traumas profundos às mãos de autênticos inergumeros que impunemente insistem em ter a seu cargo um cão. Caros legisladores, o país não tem nem nunca teve condições, financeiras, técnicas nem culturais para implementar a lei das raças perigosas e a única atitude digna que vos resta é a de revogar imediatamente essa obra de ficção e substitui-la pela simples e imediata proibição dessas raças neste país, devendo todos os exemplares existentes ser imediatamente abatidos. É isto que existe em países bem mais evoluídos que o nosso e é só essa a solução para acabar de vez com esta situação lamentável.
quinta-feira, agosto 09, 2012
CGD atira para a falência projecto no Alqueva considerado pelo Governo de "interesse nacional" - Economia - PUBLICO.PT
Aqui está mais um exemplo tipico de como funciona a classe empresarial, vulgarmente designada por "Donos de Portugal".
Lembram-se de um projecto, provavelmente durante uma jantarada, no Gambrinos:
- Ouve lá oh Zé, e se nós fizessemos um grande campo de golfe no Alqueva?
- Sim parece-me interessante, ora desenvolve lá melhor.
- Oh pá, faziamos um grande projecto, sei lá, talvez com hotel 5 estrelas e tudo no maior luxo, convidavamos um designer famoso e sempre era uma maneira de se aproveitar aquela água toda, em vez de a mandar toda para os espanhois.
- Sim, até estava bem pensado, amanha ligo ao Ministro para ver o que ele pensa disso.
O processo é entusiasticamente recebido pelo governo (sedento de noticias boas), carimbam-lhe o PIN em tempo recorde, mas depois dá-se um fenómeno de osmose do risco, onde gradualmente o investidor (quem teve a ideia e a vontade de investir no país, e que iria colher os frutos do seu risco), transforma-se em promotor (ou seja um sujeito que desiste de arriscar o que é seu, e passa a ser apenas o vendedor da ideia, e que no futuro se o projecto for bom, ficará com os louros de investidor brilhante e os respectivos lucros). Quem efectivamente se vai atravessar com os fundos, é o Estado e neste caso também um sindicato de bancos liderado pelo banco público. Sendo certo que os bancos privados, só investem se tirarem a fatia deles, restava à CGD o papel de fornecedor de notas para pagar a construção do empreendimento, pagar os juros aos outros bancos e rezar muito à Nossa Senhora de Fátima para que tudo corresse bem.
O sucesso ou fracasso de todo o projecto ficou logo pendurado nas condições em que o banco público (também há quem lhe chame o braço armado do governo), financiaria a sua execução.
Esta classe empresarial, na verdade, actua como as claques de futebol, incentivam, aplaudem e dão coragem para se gastar o dinheiro em coisas fantásticas, mas sem que nunca em tempo algum corram o minimo de risco de falhar um golo. Se correr tudo bem, são uns génios, se correr torto, eram apenas os promotores de um projecto fantástico mas que infelizmente não houve enquadramento e apoio do governo para o executar.
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quinta-feira, agosto 02, 2012
eliminar Municipios
segunda-feira, julho 30, 2012
recados à ANACOM
Termino com um esclarecimento, o papel da regulação num mercado liberalizado, consiste em proteger a economia do País, das más práticas empresariais, que através das várias formas de manipulação dos mercados procurem gerar lucros ilicitos ou abusivos. Em Portugal a tendência generalizada das diversas entidades reguladoras é confundir o País, com os acionistas das empresas, e num segundo patamar confundem-no com os postos de trabalho que essas mesmas empresas "fornecem" ao País. Só em 3º lugar surgem os interesses dos consumidores dos produtos dessas empresas.
Esta troca de posições conduz os diversos mercados (energia, telecomunicações, transportes, etc) a acumular sucessivas posições de sobre-exploração dos preços cobrados, retirando em última análise, competividade à economia nacional, levando a que no longo prazo todos sejam atingidos por uma onda negativa mas em que a ordem surge invertida ou seja os clientes deixam de poder consumir os produtos, os postos de trabalho acabam na mesma por ser eliminados e os acionistas alienam as posições e partem para outras paragens.
Concluindo, se o objectivo da regulação em Portugal é proteger os acionistas, criem um mercado justo, se o objectivo for manter e criar postos de trabalho em Portugal, criem um mercado justo, e se finalmente o objectivo for proteger os consumidores, criem um mercado justo.
a crise na Europa
Os países endividados, a adoção de mais ou menos austeridade, os juros, as manifestações, tudo isso é totalmente insignificante. O que a europa precisa, para resolver esta crise é de um esclarecimento cabal por parte da Alemanha sobre o que pretende fazer em relação ao futuro do Euro e da própria UE. E quando falo na Alemanha, não quero referir-me nem a Merckel, nem ao seu ministro das finanças, nem ao presidente do Bundesbank. Quem tem de clarificar toda esta ansiedade, dúvida e consequente especulação, é o povo alemão.
O ideal era que os politicozinhos tomassem a unica atitude nobre que os devia nortear e convocar de imediato um referendo para saberem realmente qual é a decisão do povo. Doa a quem doer.
Infelizmente, é perfeitamente claro, que vamos ter de esperar até 2013 (próximas eleições gerais alemãs) para que se possa desfazer esta incógnita e mesmo assim teremos de ter a "sorte" para que as forças partidárias se saibam posicionar claramente entre os que querem um futuro comum e os que preferem seguir o seu destino sozinhos.
terça-feira, julho 03, 2012
sexta-feira, junho 22, 2012
Que rumo para as empresas de transporte
quarta-feira, maio 30, 2012
io-io
terça-feira, maio 29, 2012
Quem cavou o buraco do BPN?
Os valores são indicativos e foram pesquisados na internet, em jornais (principalmente no Diário de Noticias) e no livro "O escândalo do BPN" e completados com a reportagem da SIC em 22/12/2012).
É possível que alguns já tenham regularizado os créditos. A cinzento estão nomes e montantes que se encontram disponíveis em jornais e internet mas que não foram mencionados na reportagem da SIC, que estão a preto.
Buraco estimado entre os 2800 e os 4893 milhões de euros mas que, segundo alguns especialistas, pode chegar aos 8300 milhões!
Coveiros:
- Duarte Lima, Pedro Lima e Vítor Raposo (Homeland): 49,655 milhões
- Luís Duque, vereador da CM de Sintra: indeterminado
- empresário Carlos Marques (stand SportClasse), e advogados Diamantino Morais e Teresa Rodrigues: 100 milhões
- José Oliveira e Costa 15,307 milhões
- a filha Yolanda Maria Rodrigues Oliveira e Costa (PROGLOBO) : 3,447 milhões
- José Oliveira e Costa, António Franco (ex-administrador), José Vaz de Mascarenhas (ex-presidente do Banco Insular) e Ricardo Pinheiro (ex-director do Departamento de Operações do banco): 222,1 milhões
- Abdool Vakil: indeterminado
- Banco EFISA 126 milhões
- Luís Carlos Caprichoso (PLEXPART): 0,820 milhões
- Francisco Sanchez: indeterminado
- José Vaz Mascarenhas: indeterminado
- Luís Reis Almeida: indeterminado
- Isabel Cardoso: indeterminado
- José Augusto Rodrigues Monteverde (BIGMUNDI): 5,632 milhões
- Luís Ferreira Alves: indetermnado
- F. Baião do Nascimento: indetermnado
- António Martins Franco: indetermnado
- Rui Guimarães Dias Costa (Labicer): indetermnado
- Telmo Reis (Labicer): indeterminado
- Hernâni Ferreira (gerente da sociedade FOimobiliária) : indetermnado
- Labicer: 82 milhões
- Invesco (off-shore): 17,538 milhões
- Jared Finance (off-shore): 46,588 milhões
- Solrac (off-shore): 115,116 milhões
- Merfield Servises (off-shore): 6,615 milhões
- Marbay Enterprises (off-shore): 4,155 milhões
- Tempory Limited (off-shore): 3,845 milhões
- Redshield Services (off-shore): 12,450 milhões
- Reltona Enterprises (off-shore): 12,585 milhões
- Webster Worldwide Assets: 26,82 milhões
- Financial Advisory Services: 2,449 milhões de dólares
- Orienama Investments: 713,106 mil dólares
- Antorini Brasil Participações: 399, 247 mil dólares
- Solrac 77,7 milhões
- Seaford Holdings: 15 milhões
- Resia Finance: 6,7 milhões
- Mardell Investiments: 25,5 milhões
- Kayes Associated: 2,5 milhões
- Imobiliária Pousa Flores: 1,55 milhões
- Almiro Silva: 14.05 milhões
- Starzone, empresa participada da SLN que geria os direitos de imagem do futebolista Luís Figo e do ex-selecionador português de futebol Luiz Filipe Scolari: 47 mil euros
- Vítor Baía (através das empresas Suderel- Gestão Imobiliária SA e Cleal) 4 milhões
- Telmo Belino Reis 3,6 milhões
- Dias Loureiro 10 a 30 milhões
- Arlindo de Carvalho e José Neto (empresa Pousa Flores) 74,363 milhões
- Arlindo de Carvalho (via Banco Insular) 4,88 milhões
- José Neto (via Banco Insular) 4,89 milhões
- António Coelho Marinho 0,735 milhões
- Duarte Lima (empréstimo para comprar obras de arte) 6 milhões
- Fernando Estevam Oliveira Fantasia (OPI 92 e PAPREFU - imobiliárias): 80,847 milhões
- Emídio Manuel Catum (PLURIPAR): 134,740 milhões
- Emídio Manuel Catum e Fernando Fantasia 72,131 milhões
- Luís Filipe Vieira e o sócio Almerindo Sousa 17 milhões
- José Manuel Gama Pereira (gerente do balcão BPN nas Amoreiras) 10 milhões
- Francisco Guedes e Leonel Gordo (respectivamente gerente e subgerente do balcão de Fátima) 3,584 milhões
- Joaquim Pessoa (vendeu ao banco uma colecção de arte pré-histórica falsa): 5,3 milhões
- Almerindo Duarte (TRANSIBERICA): 23,040 milhões
- Casa do Douro: 26,549 milhões
- CNE - Cimentos Nacionais e Estrangeiros: 90,441 milhões
- Galilei: talvez 1000 milhões
- Joaquim Alberto Vieira Coimbra (TURITON-Imobiliária): 11,032 milhões
- Vitória Futebol Clube: 7,021 milhões
- Boavista Futebol Clube: 3,552 milhões
- Tomás Taveira (arquitecto): 0,828 milhões
- TOTAL até agora tornado mais ou menos público: 3795,96 milhões
Era tão bom que publicassem todos os créditos transferidos para a Parvalorem, para a Parups e para a Parparticipadas para sabermos tudo. Para sabermos a quem andamos a pagar os calotes.
quinta-feira, maio 24, 2012
Portugal não é como a Grécia * infinito
Este exercício deve ser repetido pelo menos 3 vezes por dia e de preferência em locais públicos.
O objectivo é que com este esforço colossal, de 10 milhões de pessoas, se cumpra a velha máxima inventada por um alemão que explica como uma mentira repetida imensas vezes se pode tornar realidade.
Quero portanto usar este modesto pulpito para dar vazão ao meu dever.
Ora aqui está então: Portugal não é a Grécia e para quem não acredita nisto decidi listar uma série de coisas praticas que distinguem os dois países.
1. A queda da ditadura grega deu-se em 1975 enquanto que portugal iniciou a democracia em 1974. Foram de facto 52 semanas de diferença que deram a Portugal uma superior consolidação da democracia.
2. Na Grécia existem 2 partidos que entre si partilharam o regabofe em se transformaram estes 37 anos de democracia. Ora em contraponto em Portugal assistimos a uma saudável alternância democrática entre 2 forças políticas que constituem o chamado arco de poder destes 38 anos de progresso.
3. Na antecamara da ruína grega, os alemães convenceram o governo a comprar 3 submarinos, num negócio envolto em corrupção e prejuízo para o Estado. Em Portugal também foram comprados 3 submarinos à mesma empresa, mas de uma versão superior, já com software de última geração e com capacidade para lançamentos de pastéis de nata em operações humanitárias.
4. Na Grécia, ainda dentro dessa antecâmara de ruína, organizaram-se Jogos da XXVIII Olimpíada, em 2004 e ainda hoje se pagam dívidas enormes sobre essa organização megalomana. O nosso país, muito mais inteligente, organizou no mesmo ano de 2004, o Europeu de futebol, uma actividade muito mais lucrativa e que rendeu milhões de euros de lucros ao país e belissimos estádios de futebol, alguns dos quais se transformaram posteriormente em anfiteatros gregos pós-modernos.
5. Como é sabido, a Grécia fica na periferia leste da europa, enquanto que Portugal fica situado no extremo oposto dessa mesma períferia, ou seja a Oeste. Haverá diferença maior que esta entre duas nações?
6. A Grécia encetou a partir de 1980, um movimento imparável de obras públicas com pouco ou nenhum impacto positivo na economia do país, consistindo principalmente em estradas, aeroportos, pontes, hospitais, piscinas e rotundas. Em Portugal jamais actuariamos centrados unicamente em sectores não transacionáveis até porque isso tornaria a dívida demasiado pesada. Optamos inteligentemente por investir nas infraestruturas que melhor potenciam o crescimento do país ou seja: estradas, aeroportos, pontes, hospitais, piscinas e rotundas.
7. A população grega está envelhecida enquanto a nossa está apenas idosa.
8. Em Portugal criou-se uma época oficial de fogos florestais, enquanto que na Grécia as pobres florestas mediterrânicas ardem desordenamente mal chega o Verão.
9. A Grécia foi durante séculos uma provincia Turca, criando-se por isso muitos atritos e má vizinhança entre esses dois povos, outrora imperiais. Portugal e a vizinha Espanha, que outrora dividiram o planeta entre si, tiveram alguns arufos mas nada que belisque a amizade que os une.
10. É sabido que os aldrabões dos gregos falsificaram as contas públicas para esconder a sua incompetência e despesismo descontrolado. Em Portugal, a engenharia financeira apetrechou o Estado com ferramentas tão sofisticadas que conseguimos fazer igual aos gregos sem que ninguem nos chame aldrabões lá fora. Por exemplo, temos uma empresa pública que compra imóveis ao Estado, gerando receitas fantásticas a partir do ar.
Querem mais uma?
11. A bandeira da Grécia é azul e branca e a de Portugal é verde e vermelha.
Lembrei outra bem boa:
12. A Grécia ganhou um festival eurovisão da canção (simbolo da decadência europeia). Portugal nunca ficou sequer no top 3.
sábado, maio 19, 2012
Qual Crescimento?
quarta-feira, maio 16, 2012
terça-feira, maio 08, 2012
A liga francesa
O socialista Hollande está para a república francesa como o nosso Mário Figueiredo está para a liga portuguesa de futebol profissional.
Sempre se mentiu para alcançar objectivos o que destaca estes dois casos é a falta de preocupação nas conseqüências que as suas falsas promessas terão nos que os elegeram.
Na altura de angariar votos sempre a classe política usou de meios mais ou menos fantasiosos para alcançar o objectivo. Em maior ou menor grau todos o fazem.
Quando no entanto a fantasia atinge este nível só podemos estar perante alguém que até já sabe qual vai ser o percurso alternativo ao país das maravilhas que vendeu aos cidadãos.
Aqui como no circo o bom acrobata dedica o mesmo tempo a treinar o salto como a preparar a queda.
quarta-feira, abril 11, 2012
O proder
sábado, março 31, 2012
breves
Desde 1835 que o mapa administrativo português não sofria alteração significativa e das que sofreu, todas foram para o tornar mais obsoleto, por via da criação estupida de mais concelhos, para alargar a clientela partidária. Agora, com o pretexto da troika, parece que vão mexer mais profundamente no dito mapa, mas pelo que se tem vindo a saber, ao contrário das minhas espectativas, vão enfermar esta revisão de dois erros crasos: 1. como é tradição, nas reformas cosméticas, atacar-se-à o elo mais fraco, com menos poder revindicativo. As freguesias. Mantendo-se intactos os verdadeiros, gastadores de dinheiro e acumuladores de corrupção e de incompetência que são as Camaras Municipais. 2.O corte no número das freguesias, não vai trazer qualquer acréscimo de competência técnica às Autarquias, ou seja, o que faziam mal vai continuar a ser mal gerido. Esta pseudo reforma administrativa não vai capacitar as autarquias para acolherem as novas competências que lhes têm de ser entregues para serem tratadas de forma bem mais eficiente do que até aqui: educação, proteção civil, transportes públicos, gestão do território e ambiente. Grande parte das funções asseguradas pelas freguesias pertencem ao sector da assistência social às populações. Nada beliscam no cancro da gestão territorial que é onde o problema que a troika pretendia resolver, reside.
sexta-feira, dezembro 23, 2011
2012
Agravou-se uma crise para evitar uma hipótese de crise que ninguém quer submeter a escrutínio.
quarta-feira, dezembro 14, 2011
Ligado à corrente- Editorial - Jornal de negócios online
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Este artigo retrata acima de tudo o raciocinio daqueles que não tiram os olhos do chão e nunca arriscam lançar um olhar para o horizonte.
O jornalista escreve que o lobi dos veículos eléctricos ficou triste com o corte aos incentivos à compra, mas não fala no regozijo com que o bem mais importante lobi do petróleo, festejou essa decisão.
O jornalista entende que o incentivo era um luxo a que o país não pode ter, mas evita fazer as contas ao peso que a importação de petróleo tem na nossa balança de transação, nem do incremento de eficiência energética que a generalização do uso deste tipo de veículo traria a Portugal a médio e longo prazo.
Mantendo os olhos focados no chão, e marchando com o rebanho, rumo ao empobrecimento, de nada adiantará a poupança imediata que se irá obter com mais esta medida avulsa que o governo toma, motivado acima de tudo pela vontade de fazer diferente relativamente ao anterior, em vez de se preocupar em fazer melhor.