quinta-feira, agosto 09, 2012
CGD atira para a falência projecto no Alqueva considerado pelo Governo de "interesse nacional" - Economia - PUBLICO.PT
CGD atira para a falência projecto no Alqueva considerado pelo Governo de "interesse nacional" - Economia - PUBLICO.PT:
Aqui está mais um exemplo tipico de como funciona a classe empresarial, vulgarmente designada por "Donos de Portugal".
Lembram-se de um projecto, provavelmente durante uma jantarada, no Gambrinos:
- Ouve lá oh Zé, e se nós fizessemos um grande campo de golfe no Alqueva?
- Sim parece-me interessante, ora desenvolve lá melhor.
- Oh pá, faziamos um grande projecto, sei lá, talvez com hotel 5 estrelas e tudo no maior luxo, convidavamos um designer famoso e sempre era uma maneira de se aproveitar aquela água toda, em vez de a mandar toda para os espanhois.
- Sim, até estava bem pensado, amanha ligo ao Ministro para ver o que ele pensa disso.
O processo é entusiasticamente recebido pelo governo (sedento de noticias boas), carimbam-lhe o PIN em tempo recorde, mas depois dá-se um fenómeno de osmose do risco, onde gradualmente o investidor (quem teve a ideia e a vontade de investir no país, e que iria colher os frutos do seu risco), transforma-se em promotor (ou seja um sujeito que desiste de arriscar o que é seu, e passa a ser apenas o vendedor da ideia, e que no futuro se o projecto for bom, ficará com os louros de investidor brilhante e os respectivos lucros). Quem efectivamente se vai atravessar com os fundos, é o Estado e neste caso também um sindicato de bancos liderado pelo banco público. Sendo certo que os bancos privados, só investem se tirarem a fatia deles, restava à CGD o papel de fornecedor de notas para pagar a construção do empreendimento, pagar os juros aos outros bancos e rezar muito à Nossa Senhora de Fátima para que tudo corresse bem.
O sucesso ou fracasso de todo o projecto ficou logo pendurado nas condições em que o banco público (também há quem lhe chame o braço armado do governo), financiaria a sua execução.
Esta classe empresarial, na verdade, actua como as claques de futebol, incentivam, aplaudem e dão coragem para se gastar o dinheiro em coisas fantásticas, mas sem que nunca em tempo algum corram o minimo de risco de falhar um golo. Se correr tudo bem, são uns génios, se correr torto, eram apenas os promotores de um projecto fantástico mas que infelizmente não houve enquadramento e apoio do governo para o executar.
'via Blog this'
Aqui está mais um exemplo tipico de como funciona a classe empresarial, vulgarmente designada por "Donos de Portugal".
Lembram-se de um projecto, provavelmente durante uma jantarada, no Gambrinos:
- Ouve lá oh Zé, e se nós fizessemos um grande campo de golfe no Alqueva?
- Sim parece-me interessante, ora desenvolve lá melhor.
- Oh pá, faziamos um grande projecto, sei lá, talvez com hotel 5 estrelas e tudo no maior luxo, convidavamos um designer famoso e sempre era uma maneira de se aproveitar aquela água toda, em vez de a mandar toda para os espanhois.
- Sim, até estava bem pensado, amanha ligo ao Ministro para ver o que ele pensa disso.
O processo é entusiasticamente recebido pelo governo (sedento de noticias boas), carimbam-lhe o PIN em tempo recorde, mas depois dá-se um fenómeno de osmose do risco, onde gradualmente o investidor (quem teve a ideia e a vontade de investir no país, e que iria colher os frutos do seu risco), transforma-se em promotor (ou seja um sujeito que desiste de arriscar o que é seu, e passa a ser apenas o vendedor da ideia, e que no futuro se o projecto for bom, ficará com os louros de investidor brilhante e os respectivos lucros). Quem efectivamente se vai atravessar com os fundos, é o Estado e neste caso também um sindicato de bancos liderado pelo banco público. Sendo certo que os bancos privados, só investem se tirarem a fatia deles, restava à CGD o papel de fornecedor de notas para pagar a construção do empreendimento, pagar os juros aos outros bancos e rezar muito à Nossa Senhora de Fátima para que tudo corresse bem.
O sucesso ou fracasso de todo o projecto ficou logo pendurado nas condições em que o banco público (também há quem lhe chame o braço armado do governo), financiaria a sua execução.
Esta classe empresarial, na verdade, actua como as claques de futebol, incentivam, aplaudem e dão coragem para se gastar o dinheiro em coisas fantásticas, mas sem que nunca em tempo algum corram o minimo de risco de falhar um golo. Se correr tudo bem, são uns génios, se correr torto, eram apenas os promotores de um projecto fantástico mas que infelizmente não houve enquadramento e apoio do governo para o executar.
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quinta-feira, agosto 02, 2012
eliminar Municipios
Uma boa opção para quando se chegar à conclusão (óbvia) de que temos municipios à mais, poderá ser a extinção de todos aqueles que à data, não dispuserem nos seus sites, de uma ferramenta óbvia e prática de mostrar aos cidadão o seu Plano Director Municipal e restantes mecanismos de planeamento. O PDM devia ser a Biblia sagrada de uma autarquia, e quem ainda não dispõe de tal serviço, violando inclusivamente decretos lei e normativos europeus nessa matéria, obviamente que não tem competência para continuar a existir como autarquia.
É um método bastante simples e com resultados surpreendentes.
segunda-feira, julho 30, 2012
recados à ANACOM
Exmos Senhores administradores (pagos a peso de ouro) da ANACOM,
Termino com um esclarecimento, o papel da regulação num mercado liberalizado, consiste em proteger a economia do País, das más práticas empresariais, que através das várias formas de manipulação dos mercados procurem gerar lucros ilicitos ou abusivos. Em Portugal a tendência generalizada das diversas entidades reguladoras é confundir o País, com os acionistas das empresas, e num segundo patamar confundem-no com os postos de trabalho que essas mesmas empresas "fornecem" ao País. Só em 3º lugar surgem os interesses dos consumidores dos produtos dessas empresas.
Esta troca de posições conduz os diversos mercados (energia, telecomunicações, transportes, etc) a acumular sucessivas posições de sobre-exploração dos preços cobrados, retirando em última análise, competividade à economia nacional, levando a que no longo prazo todos sejam atingidos por uma onda negativa mas em que a ordem surge invertida ou seja os clientes deixam de poder consumir os produtos, os postos de trabalho acabam na mesma por ser eliminados e os acionistas alienam as posições e partem para outras paragens.
Concluindo, se o objectivo da regulação em Portugal é proteger os acionistas, criem um mercado justo, se o objectivo for manter e criar postos de trabalho em Portugal, criem um mercado justo, e se finalmente o objectivo for proteger os consumidores, criem um mercado justo.
Façam o favor ao País de exercer as vossas competências, as quais se bem exercidas resultarão numa moldura mais favorável para o seu desenvolvimento e crescimento, uma vez que atenuarão o desequilibrio muito bem descrito pelo Prof. Vítor Bento, entre o que ele designa de sector de bens transacionáveis versus o sector de rendas protegidas.
Então aqui deixo as minhas duas recomendações:
1. Obriguem os operadores a fornecer aos clientes durante um mês em cada ano, o serviço banda larga, nas condições que mais se assemelhem às que os mesmo têm contratado nos serviços fixos. Desta forma acaba-se com uma renda que as referidas empresas auferem quando facturam um mês de um serviço que o cliente nem sequer usou. É uma medida simples, popular, e acima de tudo JUSTA.
2. Alterem as condições catastróficas com que V. Exas. lançaram o serviço de Televisão Digital Terrestre. Qualquer semelhança deste serviço com qualquer um dos outros em funcionamento nos países europeus é pura ilusão, isto porque, mais uma vez, a entidade reguladora portuguesa não soube, cumprir a sua função e actuou como sempre, protegendo as rendas das empresas distribuídoras de TV paga, em vez que criar melhores condições para a população e melhor serviço por parte das empresas. É da exigência que nasce a evolução e se Portugal não tiver um mecanismo que vá exigindo cada vez mais eficiência, rigor, qualidade, é certo que as empresas continuarão a explorar os seus clientes. Façam pelo menos o seguinte: coloquem os canais da TV pública, todos na grelha da TDT. Podia pedir que fizessem como os outros países e selecionassem alguns canais gratuitos que são distribuídos via satélite e que apesar de gratuítos mantêm a sua qualidade (por exemplo: o Euronews, o ARTE, a CNN, o NHK, o Eurosport, entre outros), mas para não chocar muito, e numa primeira fase, pedia que pelo menos os canais da empresa que todo o POVO paga, fossem distribuídos gratuitamente para esse POVO que os PAGA os possa VER. Seria o minimo que V. Exas poderiam fazer para pelo menos justificar o vosso nome.
Termino com um esclarecimento, o papel da regulação num mercado liberalizado, consiste em proteger a economia do País, das más práticas empresariais, que através das várias formas de manipulação dos mercados procurem gerar lucros ilicitos ou abusivos. Em Portugal a tendência generalizada das diversas entidades reguladoras é confundir o País, com os acionistas das empresas, e num segundo patamar confundem-no com os postos de trabalho que essas mesmas empresas "fornecem" ao País. Só em 3º lugar surgem os interesses dos consumidores dos produtos dessas empresas.
Esta troca de posições conduz os diversos mercados (energia, telecomunicações, transportes, etc) a acumular sucessivas posições de sobre-exploração dos preços cobrados, retirando em última análise, competividade à economia nacional, levando a que no longo prazo todos sejam atingidos por uma onda negativa mas em que a ordem surge invertida ou seja os clientes deixam de poder consumir os produtos, os postos de trabalho acabam na mesma por ser eliminados e os acionistas alienam as posições e partem para outras paragens.
Concluindo, se o objectivo da regulação em Portugal é proteger os acionistas, criem um mercado justo, se o objectivo for manter e criar postos de trabalho em Portugal, criem um mercado justo, e se finalmente o objectivo for proteger os consumidores, criem um mercado justo.
Com licença que tenho ir trocar a água do aquário.
a crise na Europa
É para mim perfeitamente claro que a instabilidade que se vive hoje na Europa, em termos da sua perspectiva económica, está totalmente dependente de um único país e do seu respectivo ciclo eleitoral. A Alemanha.
Os países endividados, a adoção de mais ou menos austeridade, os juros, as manifestações, tudo isso é totalmente insignificante. O que a europa precisa, para resolver esta crise é de um esclarecimento cabal por parte da Alemanha sobre o que pretende fazer em relação ao futuro do Euro e da própria UE. E quando falo na Alemanha, não quero referir-me nem a Merckel, nem ao seu ministro das finanças, nem ao presidente do Bundesbank. Quem tem de clarificar toda esta ansiedade, dúvida e consequente especulação, é o povo alemão.
O ideal era que os politicozinhos tomassem a unica atitude nobre que os devia nortear e convocar de imediato um referendo para saberem realmente qual é a decisão do povo. Doa a quem doer.
Infelizmente, é perfeitamente claro, que vamos ter de esperar até 2013 (próximas eleições gerais alemãs) para que se possa desfazer esta incógnita e mesmo assim teremos de ter a "sorte" para que as forças partidárias se saibam posicionar claramente entre os que querem um futuro comum e os que preferem seguir o seu destino sozinhos.
Os países endividados, a adoção de mais ou menos austeridade, os juros, as manifestações, tudo isso é totalmente insignificante. O que a europa precisa, para resolver esta crise é de um esclarecimento cabal por parte da Alemanha sobre o que pretende fazer em relação ao futuro do Euro e da própria UE. E quando falo na Alemanha, não quero referir-me nem a Merckel, nem ao seu ministro das finanças, nem ao presidente do Bundesbank. Quem tem de clarificar toda esta ansiedade, dúvida e consequente especulação, é o povo alemão.
O ideal era que os politicozinhos tomassem a unica atitude nobre que os devia nortear e convocar de imediato um referendo para saberem realmente qual é a decisão do povo. Doa a quem doer.
Infelizmente, é perfeitamente claro, que vamos ter de esperar até 2013 (próximas eleições gerais alemãs) para que se possa desfazer esta incógnita e mesmo assim teremos de ter a "sorte" para que as forças partidárias se saibam posicionar claramente entre os que querem um futuro comum e os que preferem seguir o seu destino sozinhos.
terça-feira, julho 03, 2012
sexta-feira, junho 22, 2012
Que rumo para as empresas de transporte
Ainda não consegui definir se os sindicatos do sector estão coordenados com a agenda neo-liberal, atuando no sentido de afundar as empresas para forçar a evidência da sua privatização, ou se pelo contrário aprofundam o endividamento e a falência das empresas com o objectivo de afastar os interessados dessa hipotética privatização. Em qualquer dos cenários parece-me claro que a intenção deles é manterem-se a todo o custo no grupo dos sector protegidos e privilegiados (face ao restante da sociedade portuguesa) posição essa que foram construíndo ao longo de muitos anos de sucessivas chantagens negociais.
quarta-feira, maio 30, 2012
io-io
A forma como o país está a enfrentar o aperto da dívida, sem praticamente alterar nada de substancial no que diz respeito à estrutura da sua economia, leva-me a admitir que o resultado final de toda esta situação vai ser o equivalente inverso das dietas io-io (digo inverso porque neste caso ser gordo, significa um país próspero). Quer isto dizer que estamos a emagrecer o PIB, aplicando medidas de austeridade que incidem apenas sobre os cidadãos, deprimindo essencialmente o seu consumo, para que depois, aliviando esse garrote, se consiga engordar durante uns anos, até que a economia recupere o que a recessão "comeu". O ritmo a que se soltará o garrote irá determinar o ritmo do crescimento, levando a crer que os partidos que estarão nesse altura no comando irão certamente gerir esse ritmo de acordo com o ciclo eleitoral.
O balanço final vai ser um PIB que inicialmente irá crescer de forma rápida, permitindo até ganhar as eleições, com a ilusão de que finalmente o país entrou no rumo do crescimento sustentável, mas que posteriormente, como a estrutura se manteve no essencial inalterada, retomaremos o crescimento anémico que ao longo de decadas caracteriza a nossa economia. Com alguma probabilidade, vamos ter 3 anos de emagrecimento acentuado, que depois se for bem gerido irá resultar em 8 a 10 anos de pseudo-crescimento, sendo que no fim o "paciente" voltará a ficar com os 120 kg com que começou o regime, e nem mais uma grama.
Infelizmente todos os sinais até agora apontam para esta conclusão.
A daqui concluo também que o sistema político português não se conjuga bem com os patamares evolutivos da democracia que até agora temos vindo a construir, uma vez que é ele que está a emperrar de forma irremediável o crescimento económico de Portugal.
terça-feira, maio 29, 2012
Quem cavou o buraco do BPN?
Uma pequena tentativa para contabilizar o(a)s senhores(as) que ficaram com o dinheiro que todos os portugueses estão a repôr.
Os valores são indicativos e foram pesquisados na internet, em jornais (principalmente no Diário de Noticias) e no livro "O escândalo do BPN" e completados com a reportagem da SIC em 22/12/2012).
É possível que alguns já tenham regularizado os créditos. A cinzento estão nomes e montantes que se encontram disponíveis em jornais e internet mas que não foram mencionados na reportagem da SIC, que estão a preto.
Buraco estimado entre os 2800 e os 4893 milhões de euros mas que, segundo alguns especialistas, pode chegar aos 8300 milhões!
Coveiros:
Era tão bom que publicassem todos os créditos transferidos para a Parvalorem, para a Parups e para a Parparticipadas para sabermos tudo. Para sabermos a quem andamos a pagar os calotes.
Os valores são indicativos e foram pesquisados na internet, em jornais (principalmente no Diário de Noticias) e no livro "O escândalo do BPN" e completados com a reportagem da SIC em 22/12/2012).
É possível que alguns já tenham regularizado os créditos. A cinzento estão nomes e montantes que se encontram disponíveis em jornais e internet mas que não foram mencionados na reportagem da SIC, que estão a preto.
Buraco estimado entre os 2800 e os 4893 milhões de euros mas que, segundo alguns especialistas, pode chegar aos 8300 milhões!
Coveiros:
- Duarte Lima, Pedro Lima e Vítor Raposo (Homeland): 49,655 milhões
- Luís Duque, vereador da CM de Sintra: indeterminado
- empresário Carlos Marques (stand SportClasse), e advogados Diamantino Morais e Teresa Rodrigues: 100 milhões
- José Oliveira e Costa 15,307 milhões
- a filha Yolanda Maria Rodrigues Oliveira e Costa (PROGLOBO) : 3,447 milhões
- José Oliveira e Costa, António Franco (ex-administrador), José Vaz de Mascarenhas (ex-presidente do Banco Insular) e Ricardo Pinheiro (ex-director do Departamento de Operações do banco): 222,1 milhões
- Abdool Vakil: indeterminado
- Banco EFISA 126 milhões
- Luís Carlos Caprichoso (PLEXPART): 0,820 milhões
- Francisco Sanchez: indeterminado
- José Vaz Mascarenhas: indeterminado
- Luís Reis Almeida: indeterminado
- Isabel Cardoso: indeterminado
- José Augusto Rodrigues Monteverde (BIGMUNDI): 5,632 milhões
- Luís Ferreira Alves: indetermnado
- F. Baião do Nascimento: indetermnado
- António Martins Franco: indetermnado
- Rui Guimarães Dias Costa (Labicer): indetermnado
- Telmo Reis (Labicer): indeterminado
- Hernâni Ferreira (gerente da sociedade FOimobiliária) : indetermnado
- Labicer: 82 milhões
- Invesco (off-shore): 17,538 milhões
- Jared Finance (off-shore): 46,588 milhões
- Solrac (off-shore): 115,116 milhões
- Merfield Servises (off-shore): 6,615 milhões
- Marbay Enterprises (off-shore): 4,155 milhões
- Tempory Limited (off-shore): 3,845 milhões
- Redshield Services (off-shore): 12,450 milhões
- Reltona Enterprises (off-shore): 12,585 milhões
- Webster Worldwide Assets: 26,82 milhões
- Financial Advisory Services: 2,449 milhões de dólares
- Orienama Investments: 713,106 mil dólares
- Antorini Brasil Participações: 399, 247 mil dólares
- Solrac 77,7 milhões
- Seaford Holdings: 15 milhões
- Resia Finance: 6,7 milhões
- Mardell Investiments: 25,5 milhões
- Kayes Associated: 2,5 milhões
- Imobiliária Pousa Flores: 1,55 milhões
- Almiro Silva: 14.05 milhões
- Starzone, empresa participada da SLN que geria os direitos de imagem do futebolista Luís Figo e do ex-selecionador português de futebol Luiz Filipe Scolari: 47 mil euros
- Vítor Baía (através das empresas Suderel- Gestão Imobiliária SA e Cleal) 4 milhões
- Telmo Belino Reis 3,6 milhões
- Dias Loureiro 10 a 30 milhões
- Arlindo de Carvalho e José Neto (empresa Pousa Flores) 74,363 milhões
- Arlindo de Carvalho (via Banco Insular) 4,88 milhões
- José Neto (via Banco Insular) 4,89 milhões
- António Coelho Marinho 0,735 milhões
- Duarte Lima (empréstimo para comprar obras de arte) 6 milhões
- Fernando Estevam Oliveira Fantasia (OPI 92 e PAPREFU - imobiliárias): 80,847 milhões
- Emídio Manuel Catum (PLURIPAR): 134,740 milhões
- Emídio Manuel Catum e Fernando Fantasia 72,131 milhões
- Luís Filipe Vieira e o sócio Almerindo Sousa 17 milhões
- José Manuel Gama Pereira (gerente do balcão BPN nas Amoreiras) 10 milhões
- Francisco Guedes e Leonel Gordo (respectivamente gerente e subgerente do balcão de Fátima) 3,584 milhões
- Joaquim Pessoa (vendeu ao banco uma colecção de arte pré-histórica falsa): 5,3 milhões
- Almerindo Duarte (TRANSIBERICA): 23,040 milhões
- Casa do Douro: 26,549 milhões
- CNE - Cimentos Nacionais e Estrangeiros: 90,441 milhões
- Galilei: talvez 1000 milhões
- Joaquim Alberto Vieira Coimbra (TURITON-Imobiliária): 11,032 milhões
- Vitória Futebol Clube: 7,021 milhões
- Boavista Futebol Clube: 3,552 milhões
- Tomás Taveira (arquitecto): 0,828 milhões
- TOTAL até agora tornado mais ou menos público: 3795,96 milhões
Era tão bom que publicassem todos os créditos transferidos para a Parvalorem, para a Parups e para a Parparticipadas para sabermos tudo. Para sabermos a quem andamos a pagar os calotes.
quinta-feira, maio 24, 2012
Portugal não é como a Grécia * infinito
Todo português patriótico tem como dever repetir sempre que puder a seguinte frase: Portugal não é como a Grécia.
Este exercício deve ser repetido pelo menos 3 vezes por dia e de preferência em locais públicos.
O objectivo é que com este esforço colossal, de 10 milhões de pessoas, se cumpra a velha máxima inventada por um alemão que explica como uma mentira repetida imensas vezes se pode tornar realidade.
Quero portanto usar este modesto pulpito para dar vazão ao meu dever.
Ora aqui está então: Portugal não é a Grécia e para quem não acredita nisto decidi listar uma série de coisas praticas que distinguem os dois países.
1. A queda da ditadura grega deu-se em 1975 enquanto que portugal iniciou a democracia em 1974. Foram de facto 52 semanas de diferença que deram a Portugal uma superior consolidação da democracia.
2. Na Grécia existem 2 partidos que entre si partilharam o regabofe em se transformaram estes 37 anos de democracia. Ora em contraponto em Portugal assistimos a uma saudável alternância democrática entre 2 forças políticas que constituem o chamado arco de poder destes 38 anos de progresso.
3. Na antecamara da ruína grega, os alemães convenceram o governo a comprar 3 submarinos, num negócio envolto em corrupção e prejuízo para o Estado. Em Portugal também foram comprados 3 submarinos à mesma empresa, mas de uma versão superior, já com software de última geração e com capacidade para lançamentos de pastéis de nata em operações humanitárias.
4. Na Grécia, ainda dentro dessa antecâmara de ruína, organizaram-se Jogos da XXVIII Olimpíada, em 2004 e ainda hoje se pagam dívidas enormes sobre essa organização megalomana. O nosso país, muito mais inteligente, organizou no mesmo ano de 2004, o Europeu de futebol, uma actividade muito mais lucrativa e que rendeu milhões de euros de lucros ao país e belissimos estádios de futebol, alguns dos quais se transformaram posteriormente em anfiteatros gregos pós-modernos.
5. Como é sabido, a Grécia fica na periferia leste da europa, enquanto que Portugal fica situado no extremo oposto dessa mesma períferia, ou seja a Oeste. Haverá diferença maior que esta entre duas nações?
6. A Grécia encetou a partir de 1980, um movimento imparável de obras públicas com pouco ou nenhum impacto positivo na economia do país, consistindo principalmente em estradas, aeroportos, pontes, hospitais, piscinas e rotundas. Em Portugal jamais actuariamos centrados unicamente em sectores não transacionáveis até porque isso tornaria a dívida demasiado pesada. Optamos inteligentemente por investir nas infraestruturas que melhor potenciam o crescimento do país ou seja: estradas, aeroportos, pontes, hospitais, piscinas e rotundas.
7. A população grega está envelhecida enquanto a nossa está apenas idosa.
8. Em Portugal criou-se uma época oficial de fogos florestais, enquanto que na Grécia as pobres florestas mediterrânicas ardem desordenamente mal chega o Verão.
9. A Grécia foi durante séculos uma provincia Turca, criando-se por isso muitos atritos e má vizinhança entre esses dois povos, outrora imperiais. Portugal e a vizinha Espanha, que outrora dividiram o planeta entre si, tiveram alguns arufos mas nada que belisque a amizade que os une.
10. É sabido que os aldrabões dos gregos falsificaram as contas públicas para esconder a sua incompetência e despesismo descontrolado. Em Portugal, a engenharia financeira apetrechou o Estado com ferramentas tão sofisticadas que conseguimos fazer igual aos gregos sem que ninguem nos chame aldrabões lá fora. Por exemplo, temos uma empresa pública que compra imóveis ao Estado, gerando receitas fantásticas a partir do ar.
Querem mais uma?
11. A bandeira da Grécia é azul e branca e a de Portugal é verde e vermelha.
Lembrei outra bem boa:
12. A Grécia ganhou um festival eurovisão da canção (simbolo da decadência europeia). Portugal nunca ficou sequer no top 3.
Este exercício deve ser repetido pelo menos 3 vezes por dia e de preferência em locais públicos.
O objectivo é que com este esforço colossal, de 10 milhões de pessoas, se cumpra a velha máxima inventada por um alemão que explica como uma mentira repetida imensas vezes se pode tornar realidade.
Quero portanto usar este modesto pulpito para dar vazão ao meu dever.
Ora aqui está então: Portugal não é a Grécia e para quem não acredita nisto decidi listar uma série de coisas praticas que distinguem os dois países.
1. A queda da ditadura grega deu-se em 1975 enquanto que portugal iniciou a democracia em 1974. Foram de facto 52 semanas de diferença que deram a Portugal uma superior consolidação da democracia.
2. Na Grécia existem 2 partidos que entre si partilharam o regabofe em se transformaram estes 37 anos de democracia. Ora em contraponto em Portugal assistimos a uma saudável alternância democrática entre 2 forças políticas que constituem o chamado arco de poder destes 38 anos de progresso.
3. Na antecamara da ruína grega, os alemães convenceram o governo a comprar 3 submarinos, num negócio envolto em corrupção e prejuízo para o Estado. Em Portugal também foram comprados 3 submarinos à mesma empresa, mas de uma versão superior, já com software de última geração e com capacidade para lançamentos de pastéis de nata em operações humanitárias.
4. Na Grécia, ainda dentro dessa antecâmara de ruína, organizaram-se Jogos da XXVIII Olimpíada, em 2004 e ainda hoje se pagam dívidas enormes sobre essa organização megalomana. O nosso país, muito mais inteligente, organizou no mesmo ano de 2004, o Europeu de futebol, uma actividade muito mais lucrativa e que rendeu milhões de euros de lucros ao país e belissimos estádios de futebol, alguns dos quais se transformaram posteriormente em anfiteatros gregos pós-modernos.
5. Como é sabido, a Grécia fica na periferia leste da europa, enquanto que Portugal fica situado no extremo oposto dessa mesma períferia, ou seja a Oeste. Haverá diferença maior que esta entre duas nações?
6. A Grécia encetou a partir de 1980, um movimento imparável de obras públicas com pouco ou nenhum impacto positivo na economia do país, consistindo principalmente em estradas, aeroportos, pontes, hospitais, piscinas e rotundas. Em Portugal jamais actuariamos centrados unicamente em sectores não transacionáveis até porque isso tornaria a dívida demasiado pesada. Optamos inteligentemente por investir nas infraestruturas que melhor potenciam o crescimento do país ou seja: estradas, aeroportos, pontes, hospitais, piscinas e rotundas.
7. A população grega está envelhecida enquanto a nossa está apenas idosa.
8. Em Portugal criou-se uma época oficial de fogos florestais, enquanto que na Grécia as pobres florestas mediterrânicas ardem desordenamente mal chega o Verão.
9. A Grécia foi durante séculos uma provincia Turca, criando-se por isso muitos atritos e má vizinhança entre esses dois povos, outrora imperiais. Portugal e a vizinha Espanha, que outrora dividiram o planeta entre si, tiveram alguns arufos mas nada que belisque a amizade que os une.
10. É sabido que os aldrabões dos gregos falsificaram as contas públicas para esconder a sua incompetência e despesismo descontrolado. Em Portugal, a engenharia financeira apetrechou o Estado com ferramentas tão sofisticadas que conseguimos fazer igual aos gregos sem que ninguem nos chame aldrabões lá fora. Por exemplo, temos uma empresa pública que compra imóveis ao Estado, gerando receitas fantásticas a partir do ar.
Querem mais uma?
11. A bandeira da Grécia é azul e branca e a de Portugal é verde e vermelha.
Lembrei outra bem boa:
12. A Grécia ganhou um festival eurovisão da canção (simbolo da decadência europeia). Portugal nunca ficou sequer no top 3.
sábado, maio 19, 2012
Qual Crescimento?
Com a vitória recente de François Hollande nas presidenciais francesas, aumentou o grupo de pessoas que apelam à europa (figura cada vez mais espectral) para promover políticas de crescimento que atenuem os efeitos recessivos da austeridade generalizada.
Temos então de reflectir o que tem sido até agora essa politica de investimento e se é dela de facto que a europa precisa.
Uma grande fatia da promoção do crescimento têm sido os fundos estruturais que os países agora em dificuldades têm tido acesso. Esses fundos, são atribuídos aos governos porque se acreditou em Bruxelas que esses seriam os melhores gestores e ninguem melhor que eles saberiam canalizar essa ajuda para robustecer as respectivas economias. Ingenuidade!
Infelizmente para os povos desses países, a agenda dos sucessivos governos que beneficiaram dos fundos estruturas era encabeçada por um só objectivo, garantir a vitória na próxima eleição.
Outro facto contribuiu também para a infelicidade e posterior ruína desses Estados, os fundos eram atríbuídos com prazo de validade. Parece absurdo, mas foi a realidade.
A conjugação destes dois factos levou ao seguinte raciocinio dos governantes:
1. "temos aqui uma montanha de euros para gastar em x anos."
2. "se não o gastarmos eles não voltam"
3. "temos de ganhar eleições"
4. "temos lóbis que nos ajudam a ganhar eleições"
5. SOLUÇÃO: vamos "investir" os fundos europeus nos negócios dos nossos "amigos"
Foi isto que aconteceu em todo o lado.
Será uma nova dose disto que a europa precisa? De certo que muitos, talvez mesmo a maioria dos que apelam por novas políticas de crescimento, desejam acima de tudo essa nova dose mas não seria bom, por uma vez que seja, tornar as politicas de crescimento, verdadeiras alavancas no reforço das economias dos Estados e da Europa?
Para que tivessemos isso, a europa tinha acima de tudo de pensar em sí de forma integrada, ou se quiserem de forma CONTINENTAL.
A partir daqui a europa teria de traçar objectivos concretos sobre áreas essenciais ao desenvolvimento economico:
Objectivos europeus na área energética;
Objectivos europeus na área de transportes e comunicações;
Objectivos europeus na área da educação;
Objectivos europeus na área industrial;
Só depois de definidos estes objectivos, é que a europa devia começar a investir no estímulo à economia e à promoção do crescimento.
Não ha outra solução.
quarta-feira, maio 16, 2012
Esta nossa democracia é assim, de vez em quando alguém do regime faz uma asneira, pega-se nele chamam-lhe arguido e manda-se uns tempos para uma prisão enquanto se finge que se está a investigar melhor a situação. Depois quando o tempo aconselha, manda-se o sujeito para casa com uma pulseira ou outro tipo de castigo, à laia de castigo infantil, "vai lá embora e não voltes a jogar à bola na rua".
Ficam assim concluídos os castigos da "gente" do regime. Não espere o povo outro tipo de justiça neste país.
Os exemplos são tantos que nem vale a pena listá-los. O próprio povo já sabe associar ao tipo de arguidos que ciclicamente caem nesta situção, o tipo de castigo que lhe irá ser proposto. E o que é verdadeiramente grave é que já todos nos conformamos que a vida deve ser mesmo assim. Já ficamos satisfeitos porque pelo menos tiveram que passar uns diazitos fechados num sitio qualquer sem poder ir ao cinema, ou passear à beira mar. Nem nos lembramos ou queremos saber se podem estar inocentes. E parece que eles também não se importam muito em serem detidos sem julgamento ou sem provas dos delitos que alegadamente cometeram. É o preço a pagar por pertencerem ao clube do regime. Sabem que em breve voltam à liberdade, e que o povo já ficou contente por vê-los dentro dos automóveis da PJ a cobrir a cara, quando saem a alta velocidade para os malditos "calabouços" da judiciária. Reparem que a comunicação social (também dominada pelo regime) usa muito esta expressão quando os arguidos são do tipo "colarinho branco" precisamente para o povo ao ouvir essa palavra, imaginar imediatamente, umas instalações do tipo da santa inquisição, onde eles irão estar sujeitos às mais variadas sevicias corporais, a obrigados a comer só pão e beber só água.
A verdade é uma só: Há intocáveis em Portugal, e não são poucos.
Outra verdade: Não procurem distinguir esta gente em função das cores dos partidos a que pertencem porque neste caso, todos "comem da mesma gamela" e também porque o universo desta gente não se restringe à política.
terça-feira, maio 08, 2012
A liga francesa
O socialista Hollande está para a república francesa como o nosso Mário Figueiredo está para a liga portuguesa de futebol profissional.
Sempre se mentiu para alcançar objectivos o que destaca estes dois casos é a falta de preocupação nas conseqüências que as suas falsas promessas terão nos que os elegeram.
Na altura de angariar votos sempre a classe política usou de meios mais ou menos fantasiosos para alcançar o objectivo. Em maior ou menor grau todos o fazem.
Quando no entanto a fantasia atinge este nível só podemos estar perante alguém que até já sabe qual vai ser o percurso alternativo ao país das maravilhas que vendeu aos cidadãos.
Aqui como no circo o bom acrobata dedica o mesmo tempo a treinar o salto como a preparar a queda.
quarta-feira, abril 11, 2012
O proder
Sabiam Vossas Excelências que a união europeia por intermédio PRODER e das suas regras cozinhadas pelo estado português, financia o corte de árvores das galerias ribeirinhas. Como é possível gastar-se dinheiro desta forma?
sábado, março 31, 2012
breves
Os portugueses em geral ainda não tomaram verdadeira consciência do que aconteceu no BPN. Sabe-se que o estado perdeu definitivamente 2,5 mil milhões de euros. Sabe-se que poderá perder mais 3,5 mil milhões de euros. O resto não se sabe. Acima de tudo é estranho ninguém coneguir explicar para onde foi este dinheiro, ou seja o que aconteceu e quem ficou com ele uma vez que não foi perdido num incêndio ou noutra calamidade mais ou menos natural. Ontem num documentário francês sobre a cidade de Detroit, foi avançado um número que despertou a minha curiosidade. O Governo americano, presidido por Obama, também foi obrigado a acorreu a um incêndio sistémico, resgatando da falência as 3 grandes construtoras americanas de automóveis (Ford, GM e Chrysler). Foram 7 mil milhões de euros, para as salvar da falência, do pós-subprime. Esses dois números de porporções gigantescas ficaram a bater na minha cabeça toda a noite. 6 mil milhões para o BPN, 7 mil milhões para a 3 Bigs. 3 empresas, multinacionais com centenas de milhares de trabalhadores e com cash-flows seguramente de dimensão próxima do PIB português. Este tema do BPN, toda a história, incluindo o risco sistémico, a chuva de milhões que o estado gastou para o evitar, o desaparecimento do dinheiro, e finalmente o último capítulo da privatização, tudo polvilhado pela impunidade com que os culpados irão ser agraciados, daria certamente um argumento cinematográfico capaz de ombrear com o Inside Trader ou com Wall Street.
Desde 1835 que o mapa administrativo português não sofria alteração significativa e das que sofreu, todas foram para o tornar mais obsoleto, por via da criação estupida de mais concelhos, para alargar a clientela partidária. Agora, com o pretexto da troika, parece que vão mexer mais profundamente no dito mapa, mas pelo que se tem vindo a saber, ao contrário das minhas espectativas, vão enfermar esta revisão de dois erros crasos: 1. como é tradição, nas reformas cosméticas, atacar-se-à o elo mais fraco, com menos poder revindicativo. As freguesias. Mantendo-se intactos os verdadeiros, gastadores de dinheiro e acumuladores de corrupção e de incompetência que são as Camaras Municipais. 2.O corte no número das freguesias, não vai trazer qualquer acréscimo de competência técnica às Autarquias, ou seja, o que faziam mal vai continuar a ser mal gerido. Esta pseudo reforma administrativa não vai capacitar as autarquias para acolherem as novas competências que lhes têm de ser entregues para serem tratadas de forma bem mais eficiente do que até aqui: educação, proteção civil, transportes públicos, gestão do território e ambiente. Grande parte das funções asseguradas pelas freguesias pertencem ao sector da assistência social às populações. Nada beliscam no cancro da gestão territorial que é onde o problema que a troika pretendia resolver, reside.
Desde 1835 que o mapa administrativo português não sofria alteração significativa e das que sofreu, todas foram para o tornar mais obsoleto, por via da criação estupida de mais concelhos, para alargar a clientela partidária. Agora, com o pretexto da troika, parece que vão mexer mais profundamente no dito mapa, mas pelo que se tem vindo a saber, ao contrário das minhas espectativas, vão enfermar esta revisão de dois erros crasos: 1. como é tradição, nas reformas cosméticas, atacar-se-à o elo mais fraco, com menos poder revindicativo. As freguesias. Mantendo-se intactos os verdadeiros, gastadores de dinheiro e acumuladores de corrupção e de incompetência que são as Camaras Municipais. 2.O corte no número das freguesias, não vai trazer qualquer acréscimo de competência técnica às Autarquias, ou seja, o que faziam mal vai continuar a ser mal gerido. Esta pseudo reforma administrativa não vai capacitar as autarquias para acolherem as novas competências que lhes têm de ser entregues para serem tratadas de forma bem mais eficiente do que até aqui: educação, proteção civil, transportes públicos, gestão do território e ambiente. Grande parte das funções asseguradas pelas freguesias pertencem ao sector da assistência social às populações. Nada beliscam no cancro da gestão territorial que é onde o problema que a troika pretendia resolver, reside.
sexta-feira, dezembro 23, 2011
2012
O próximo ano 2012, vai ser o ano onde, (espero eu) se avalie friamente a crise verdadeiramente sistémica em que Portugal mergulhou, muito por culpa das medidas tomadas para evitar uma cada vez mais hipotética crise sistémica, que iria ser provocada pela normal falência de dois bancos mal geridos - BPN e BPP.
Agravou-se uma crise para evitar uma hipótese de crise que ninguém quer submeter a escrutínio.
Agravou-se uma crise para evitar uma hipótese de crise que ninguém quer submeter a escrutínio.
quarta-feira, dezembro 14, 2011
Ligado à corrente- Editorial - Jornal de negócios online
Ligado à corrente- Editorial - Jornal de negócios online:
'via Blog this'
Este artigo retrata acima de tudo o raciocinio daqueles que não tiram os olhos do chão e nunca arriscam lançar um olhar para o horizonte.
O jornalista escreve que o lobi dos veículos eléctricos ficou triste com o corte aos incentivos à compra, mas não fala no regozijo com que o bem mais importante lobi do petróleo, festejou essa decisão.
O jornalista entende que o incentivo era um luxo a que o país não pode ter, mas evita fazer as contas ao peso que a importação de petróleo tem na nossa balança de transação, nem do incremento de eficiência energética que a generalização do uso deste tipo de veículo traria a Portugal a médio e longo prazo.
Mantendo os olhos focados no chão, e marchando com o rebanho, rumo ao empobrecimento, de nada adiantará a poupança imediata que se irá obter com mais esta medida avulsa que o governo toma, motivado acima de tudo pela vontade de fazer diferente relativamente ao anterior, em vez de se preocupar em fazer melhor.
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Este artigo retrata acima de tudo o raciocinio daqueles que não tiram os olhos do chão e nunca arriscam lançar um olhar para o horizonte.
O jornalista escreve que o lobi dos veículos eléctricos ficou triste com o corte aos incentivos à compra, mas não fala no regozijo com que o bem mais importante lobi do petróleo, festejou essa decisão.
O jornalista entende que o incentivo era um luxo a que o país não pode ter, mas evita fazer as contas ao peso que a importação de petróleo tem na nossa balança de transação, nem do incremento de eficiência energética que a generalização do uso deste tipo de veículo traria a Portugal a médio e longo prazo.
Mantendo os olhos focados no chão, e marchando com o rebanho, rumo ao empobrecimento, de nada adiantará a poupança imediata que se irá obter com mais esta medida avulsa que o governo toma, motivado acima de tudo pela vontade de fazer diferente relativamente ao anterior, em vez de se preocupar em fazer melhor.
terça-feira, novembro 01, 2011
euro grécia
O drama grego continua a agitar os mercados, ou será continua a ser usado para conduzir os mercados?
Está bem consolidada a noção de que ninguém tem poder suficiente para dirigir os mercados. Eles são formados por multiplas ideias e convicções e o rumo que toma dia-a-dia e mês-a-mês, é determinado pelo somatório de todas essas ideias e convicções. Para poder influenciar o seu rumo teria de existir um monstruoso poder financeiro com peso suficiente para influenciar a balança onde se pesam ursos e touros.
Também creio ser mais ou menos claro para todos, que a parte dita ocidental do mundo está a perder inexoravelmente a sua secular influência na economia mundial, em favor das novas potências eco-demográficas.
Junto a estas duas noções a de que este mundo ocidental, tem vindo nas ultimas duas decadas a disfarçar a sua perda de peso, recorrendo a dinheiro emprestado por essas mesmas nações ditas emergentes. O crédito substitui o crescimento interno que deixou de poder acompanhar as beneses sociais que esses estados criaram para os seus povos.
Estamos neste momento a constatar que também o crédito se está a esgotar e as nações ocidentais, enfrentam o fim de mais esse recurso para colmatar a perda cronica dos seus factores de crescimento.
Sem capacidade de produzir, sem capacidade de pedir emprestado, resta a derradeira soluçao dos desesperados: apropriar-se de capitais de terceiros.
Creio que é a concretização desta ideia que temos vindo a assistir.
Os dirigentes europeus e americanos, têm concertado entre si determinados gestos, que fazem mexer os mercados no sentido que eles pretendem, tendo como objectivo derradeiro, gerar capital que permita pagar as enormes dívidas que todos foram acumulando.
É desta fora que eu percebo o recente anuncio do PM grego, sobre a realização de um referendo (para dar força aos ursos), que se seguiu a mais uma cimeira para a agradar aos touros.
Com estas manipulações aos mercados os estados ocidentais usam uma espécie de inside trading estatal para conseguirem fundos que paguem as contas.
Nos ultimos 3 meses, todas as oscilações nos indices mundiais, começaram ou terminaram, com um evento politico, criado pelos estados ocidentais endividados.
Só no ultimo ciclo (cimeira do dia 26/10, anuncio do referendo grego no dia 1/11) o DAX mexeu 700 pontos (12%). Os bancos franceses mexeram 40% em 5 dias!
Está bem consolidada a noção de que ninguém tem poder suficiente para dirigir os mercados. Eles são formados por multiplas ideias e convicções e o rumo que toma dia-a-dia e mês-a-mês, é determinado pelo somatório de todas essas ideias e convicções. Para poder influenciar o seu rumo teria de existir um monstruoso poder financeiro com peso suficiente para influenciar a balança onde se pesam ursos e touros.
Também creio ser mais ou menos claro para todos, que a parte dita ocidental do mundo está a perder inexoravelmente a sua secular influência na economia mundial, em favor das novas potências eco-demográficas.
Junto a estas duas noções a de que este mundo ocidental, tem vindo nas ultimas duas decadas a disfarçar a sua perda de peso, recorrendo a dinheiro emprestado por essas mesmas nações ditas emergentes. O crédito substitui o crescimento interno que deixou de poder acompanhar as beneses sociais que esses estados criaram para os seus povos.
Estamos neste momento a constatar que também o crédito se está a esgotar e as nações ocidentais, enfrentam o fim de mais esse recurso para colmatar a perda cronica dos seus factores de crescimento.
Sem capacidade de produzir, sem capacidade de pedir emprestado, resta a derradeira soluçao dos desesperados: apropriar-se de capitais de terceiros.
Creio que é a concretização desta ideia que temos vindo a assistir.
Os dirigentes europeus e americanos, têm concertado entre si determinados gestos, que fazem mexer os mercados no sentido que eles pretendem, tendo como objectivo derradeiro, gerar capital que permita pagar as enormes dívidas que todos foram acumulando.
É desta fora que eu percebo o recente anuncio do PM grego, sobre a realização de um referendo (para dar força aos ursos), que se seguiu a mais uma cimeira para a agradar aos touros.
Com estas manipulações aos mercados os estados ocidentais usam uma espécie de inside trading estatal para conseguirem fundos que paguem as contas.
Nos ultimos 3 meses, todas as oscilações nos indices mundiais, começaram ou terminaram, com um evento politico, criado pelos estados ocidentais endividados.
Só no ultimo ciclo (cimeira do dia 26/10, anuncio do referendo grego no dia 1/11) o DAX mexeu 700 pontos (12%). Os bancos franceses mexeram 40% em 5 dias!
terça-feira, outubro 04, 2011
contas
Agencia Nacional para Compras Públicas
MS Office custa 5 vezes mais que nas lojas públicas (FNAC, WORTEN, VOBIS, etc)
A simples compra de um bilhete de comboio exige a consulta a 13 agências de viagens, sendo que só temos um fornecedor de serviço de passageiros a operar (a CP)
MS Office custa 5 vezes mais que nas lojas públicas (FNAC, WORTEN, VOBIS, etc)
A simples compra de um bilhete de comboio exige a consulta a 13 agências de viagens, sendo que só temos um fornecedor de serviço de passageiros a operar (a CP)
terça-feira, setembro 20, 2011
Queiroz Pereira defende subsidiação do eucalipto- Empresas - Jornal de negócios online
Queiroz Pereira defende subsidiação do eucalipto- Empresas - Jornal de negócios online:
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Cá está mais um dono de Portugal que procura a "renda" do Estado para manter o seu poder.
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Cá está mais um dono de Portugal que procura a "renda" do Estado para manter o seu poder.
terça-feira, agosto 16, 2011
BCP e CP
O que se diria se a CP, para equilibrar as contas e pagar as dívidas vendesse ao melhor preço as suas locomotivas?
Pois é isso precisamente que o BCP se prepara para fazer, com a venda da sua unidade na Polónia.
É certo que também tem planos para comprar outras "locomotivas" no Brasil e em Angola, mas essas ainda estão a ser fabricadas e nem se sabe como irão andar (consumos, velocidades e fiabilidade) enquanto que esta (Polónia) viajava à vários anos, em velocidade de cruzeiro e sem grandes problemas, gerando lucros.
Há certas coisas que um leigo vê e acha má opção, porque não alcança os objectivos dos sábios, mas também há "sábios" que não passam de leigos em bicos de pés.
Pois é isso precisamente que o BCP se prepara para fazer, com a venda da sua unidade na Polónia.
É certo que também tem planos para comprar outras "locomotivas" no Brasil e em Angola, mas essas ainda estão a ser fabricadas e nem se sabe como irão andar (consumos, velocidades e fiabilidade) enquanto que esta (Polónia) viajava à vários anos, em velocidade de cruzeiro e sem grandes problemas, gerando lucros.
Há certas coisas que um leigo vê e acha má opção, porque não alcança os objectivos dos sábios, mas também há "sábios" que não passam de leigos em bicos de pés.
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