sexta-feira, março 03, 2006

a escolha de sad

Quais seriam as intenções da sad do porto qd contrataram o holandês co adrianse? Esta é a pergunta mais inteligente a fazer neste momento.
Para tentar ajudar na resposta vou tentar expor aqui algumas hipóteses.
1. Estavam descontentes com o modelo de jogo anterior e acharam q seria oportuna a vinda de um holandês para implementar uma nova forma de abordar os jogos. Tentaram eventualmente seguir o modelo do barcelona.
2. Acharam q em função do plantel existente e dos pesados investimentos em novos jogadores que a sad fez, o sistema que melhor os aproveitaria era o célebre modelo do ajax.
3. Estavam fartos da indisciplina q reinava no plantel do ano anterior e escolheram o treinador em função das suas características disciplinadoras. É claro q ao mesmo tempo tb venderam quase todos os jogadores q tinham sido problemáticos na época anterior e compraram novos, mas nada como prevenir novos actos de indisciplina.
4. Consideram q a melhor forma de dar seguimento à nova política de contratações de jovens e caras estrelas sul americanas, seria contratar alguém q viesse de um futebol essencialmente prático, com grande componente colectiva.
5. Trata-se de uma reforma total no futebol do clube da qual a contratação deste treinador é apenas o primeiro passo. Na calha estará a mudança drástica do mercado preferencial do clube, substituindo a américa do sul pela europa do norte.
6. Tratou-se de um misto de todas as respostas anteriores.

Seja qual for a resposta certa, fica desde já a minha opinião de que se tratou de mais um falhanço estratégico desta sad. Cada vez mais refém de interesses paralelos e menos objectiva na defesa dos interesses do clube.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Planos e Programas para melhorar a qualidade do ar

Conhecendo um pouco a dinâmica regional da CCDR-Norte permitam-me que exponha as minhas dúvidas, as minhas preocupações e finalmente as minhas sugestões para melhorar a orgânica da estrutura de implementação e aplicação dos Planos e Programas.

A origem base das minhas dúvidas está na percepção que eu tenho de que as diferentes CCDR têm e assumem para si próprias relevâncias regionais diferentes na esfera das suas competências.

Claramente, na minha opinião, a mais diferente de todas é a CCDR-LVT. Talvez fruto da proximidade com os centros de decisão, a LVT tem um peso político na região que é ligeiramente superior ao das restantes.

Todas as outras CCDR vivem um pouco à margem das restantes entidades regionais, num mundo à parte, feito de silêncios e de clara falta de intervenção. Em parte, pela sua natureza de órgão desconcentrado e, em parte, porque a CCDR-Norte nunca soube ou quis conquistar o necessário protagonismo. Foi sempre uma entidade cinzenta, opaca, sem estratégia nem vontade própria, vivendo ao sabor da distribuição dos QCA, dos pedidos de UE que nos chegam via IA e INAG, de “obrinhas” de fachada e de algum folclore ambiental, herdado da antiga DRAOT. Estas características não são exclusivas das CCDR, podendo ser encontradas em todas as estruturas regionais de todos os Ministérios.

Vivem todas estas estruturas no limite da inoperância por falta de autonomia na decisão, gerando-se um sentimento de conforto sinistro, onde estas se tornam meras intermediárias entre o poder central e os intervenientes locais e regionais. Desta forma, todo o ónus de mudança passa a ser responsabilidade de Lisboa e para elas sobra a gestão quotidiana e rotineira dos processos, do expediente e da acomodação.

Estas estruturas nasceram como concessão meramente simbólica do poder central aos novos “condes” locais. Passado algum tempo, os “condes” repararam no embuste, exigindo posteriormente concessões adicionais. No entanto, o poder central preparou-lhes novo logro – as Juntas Metropolitanas – entidades zombies, esvaziadas de competências e cuja existência se esgota na sua função de recinto privilegiado para as mais variadas feiras de vaidades com que se vêm entretendo os vários “senhores” envolvidos.

Em questões como a que agora tratamos, em que se exige acima de tudo, peso e vontade política, para impor novas politicas urbanas, é para mim um erro grave entregar este papel a uma entidade como a CCDR. Convém referir que esse erro vem já do Decreto-Lei nº 276/99, de 23 de Julho, quando refere que são as CCDR que devem elaborar e aplicar os planos ou programas de melhoria da qualidade do ar. Certamente, este diploma, feito na ignorância do que é a realidade administrativa deste país, condena ao fracasso toda e qualquer medida de melhoria da qualidade do ar respirável nas nossas cidades. As CCDR têm, e já provaram que conseguem ter, a capacidade para adjudicar a realização dos estudos e a formulação dos planos, mas jamais têm ou tiveram ou terão, capacidade de actuar no terreno no sentido da sua execução.

A esta natureza das CCDR acrescenta-se de forma agravante o carácter menor do Ministério que as tutela. O peso que o MAOTDR assume sistematicamente na sociedade portuguesa é pouco mais que decorativo, razão só por si suficiente para se construírem muitas dúvidas em volta da exequibilidade que qualquer acção por si promovida venha a ter.

A não ser que o que se pretenda seja a mera recolha dos vários projectos de renovação urbana que as câmaras municipais vão realizando ao longo dos seus mandatos, como sejam a construção de ciclovias, a requalificação de ruas pedonais, ou em alternativa e complemento, a apropriação de programas já em curso como os que envolvem substituição de frotas de veículos de transporte de passageiros, do projecto do Metro ou outros semelhantes. Todos esses processos estão em curso, mas seguem uma agenda completamente independente da que irá ser delineada pelo chamado Grupo Operacional Regional. Podem servir como areia para os olhos dos comissários, mas não constituem de facto nada que seja promovido especificamente pelo estado português para resolver o problema das excedências sistemáticas das concentrações das PM10

Na minha opinião, a grande medida que os Planos e Programas preconizam e a única que irá ter efeitos visíveis, é a que envolve o automóvel. Quer seja através da proibição do seu uso, ou da condicionalização das regras da sua circulação, vai ter de se mexer neste ícone sagrado da vida moderna. Para isso, não me parece que um grupo de trabalho coordenado pela CCDR seja o “braço” mais adequado para implementar o que quer que seja neste campo.

Não vai ser a CCDR nem o GOR a impor portagens na entrada para o Porto, como não vai conseguir proibir a circulação dos milhares de veículos pesados que os alemães despacharam por não cumprirem a legislação ambiental e que os nossos empresários importaram (alguns com mais de 20 anos de uso). Também não irá ser a CCDR nem o GOR as entidades responsáveis por condicionar a circulação de pesados no meio das cidades, nem tão pouco alterar o imposto municipal que penaliza os automóveis mais modernos e menos poluentes, ao mesmo tempo que beneficia as “donas elviras”.

Poderemos chegar ao fim dos trabalhos que se avizinham com mais um conjunto de boas intenções e com uma lista de acções executadas com outros objectivos, mas com este formato não prevejo que se altere de forma significativa qualquer das origens do material particulado.

O nosso país não é regionalizado. É um país desconcentrado. Tendo esta natureza, a autonomia de decisão tem de se deslocar às regiões para a exercer e não pode entregar essa tarefa a quem só existe para fazer a conexão entre o poder local e o poder central, mas que não chega a ter poder. Quando muito será um poder desconcentrado e, como tal, desconexo e frágil.

É com esta perspectiva em mente que eu penso que a estrutura orgânica que está a ser pensada não irá obter resultados satisfatórios face à tarefa que lhe destinam.

A justificação para isso parte de duas vertentes principais:

1. As fragilidades, já expostas da estrutura que irá coordenar os trabalhos (CCDR).

2. A entropia que a estrutura proposta gerará a si própria. Em virtude da sua natureza bipolar – GOR e GON - esta orgânica de funcionamento vai provocar, na minha opinião, uma perda bastante significativa de energia, em tarefas claramente menores. Refiro-me concretamente a todas as reuniões que se perspectivam entre os elementos do GOR e os do GON, nas quais o primeiro comunicará ao segundo o que tem andado a fazer. Parece-me excessiva esta compartimentalização das operações. Trata-se de aplicar perto de uma dezena de medidas, a maior parte das quais dependentes da vontade das autarquias. Não é propriamente a fusão fria nem a revisão constitucional.

Creio que, na falta de uma entidade regional com efectivos poderes, democráticos e administrativos, (que a Junta Metropolitana tal como existe, não consegue desempenhar) a única maneira de a substituir será através do envolvimento directo dos diversos representantes dos Ministérios envolvidos, os quais na presença dos responsáveis autárquicos e das diversas entidades da chamada sociedade civil, possam comandar as operações e levá-las a bom termo.

Com a representatividade alargada que a presença activa de todos os Ministérios conferiria ao GOR, estariam sanados os 2 principais elementos perturbadores do seu funcionamento: a natureza desconcentrada da CCDR e a menoridade política do MAOTDR.

Concordo com a criação dos Grupos de Trabalho do GOR, e da generalidade dos mecanismos previstos para o seu funcionamento.

No entanto, discordo profundamente com a criação do GON, na medida em que as suas funções de supervisão se tornariam redundantes se fosse assegurada a presença dos seus representantes directamente no Grupo Regional.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

produtividade e competitividade

Notícia do público 28/11, o gás propano consumido pela indústria é perto de 50% mais caro em portugal em comparação com os preços em espanha, segundo dados recolhidos pela autoridade da concorrência.
Como é q portugal pode ser produtivo, competitivo e equilibrado com este desnível nos chamados factores de produção?
Se por hipótese todos os portugueses fossem clones de um super homem mas tivessem de pagar a energia, as comunicações e os transportes com os preços que são actualmente praticados, de certeza q o país não ia sair do pântano em que se encontra.

o mundo muçulmano em revolta?

A cada ano que passa os estados islâmicos vão-se superando uns aos outros no que diz respeito a provocação, intolerância, ódio e barbárie. A cada dia que passa percebo que o tempo em que vive uma enorme parte deste planeta não está em fase com a parte em que portugal está inserido.
O mundo islâmico actual, ao contrário do seu passado de sucesso e inovação, encontra-se mergulhado em obscurantismo e psicose inquisitória.
O problema islâmico tem várias facetas e algumas atenuantes. Se na palestina existe de facto um déficit de justiça do mundo ocidental para com os 2 países envolvidos, israel e palestina, não é menos verdade que em tudo o resto as posições islâmicas são do mais inacreditável que se possa imaginar.
O que estas atitudes produzem só iremos descobrir mais à frente mas uma das mais óbvias e mais graves é a perda total do já escasso crédito que essa civilização ainda tem dentro das sociedades ocidentais. São cada vez menos os que ainda toleram estes comportamentos, escudados na diplomacia e no direito internacional.
As dúvidas sobre o carácter bélico do actual islão são cada vez mais ténues, e têm sido destruídas em sucessivos episódios recentes. A destruição dos budas afegaos, a intolerável forma com que são tratadas as mulheres e agora estas manifestações provocatorias a favor da censura e contra a liberdade de expressão.
Na nova lusitânia o governo iria condenar vêementemente todas estas manifestações de puro ódio e radicalismo e não deixaria de marcar a sua posição firme na defesa de um planeta evoluído e livre destas civilizações de fanáticos e religiosos psicoticos.
A posição que foi tomada hoje pelo ministério dos negócios estrangeiros é mais um passo no sentido errado, preferindo curvar-se à ira barbarica dos fundamentalistas em vez de defender a sua própria civilização e os seus mais profundos valores.
É Inaceitável.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

é mentira!

"Para o executivo de josé sócrates, o investimento de 7000 milhões de euros no tgv, justifica-se porque portugal não poderia ficar de fora das ligações de alta velocidade europeias, sob pena de se tornar ainda mais periférico."
Isto é mentira! Uma das tais mentiras q se espera q seja transformada em verdade se repetida muitas e muitas vezes. O primeiro ministro mente, o estado português mente.
Alguém com um cérebro minimamente desenvolvido acreditará que um alemão virá mais facilmente a portugal se souber q existe tgv? Quem pode afirmar uma monstruosidade destas?
Alguém estará disposto a passar dezenas de horas dentro de um comboio e pagar dezenas de euros, pra viajar de paris a lisboa de tgv?
Hoje foram reveladas as primeiras projeções de preços pra linha madrid-lisboa. São no máximo 100 euros, pra uma viagem de 2h45. Que espanhol pagará isto qd pode vir de avião, demorar metade do tempo e pagar menos?
A única maneira de combater a periferia seria recortar o país e cola-lo no mar do norte. Todas as outras hipóteses q o governo sonha, servem apenas de areia pra olhos dos cidadãos.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

co adrianse

Estou habituado a ver as equipas profissionais de futebol a terem uma primeira fase da época em q procuram a equipa base, q dp vão retocando ao longo da época, com a entrada de um ou outro jogador q substituem outros q vão perdendo ritmo de jogo. Geralmente qd têm um jogo à partida mais fácil os treinadores aproveitam pra fazer algumas experiências e aprofundar o grau das trocas. Este ano no porto tenho constatado q o treinador age de maneira completamente diferente. Para além de não ter ainda acertado num 11 base, pelo menos na sua perspectiva, o holandês faz questão de abusar das experiências precisamente nos jogos mais importantes. Nos jogos onde é mais necessário q surja a força colectiva, as rotinas, o espírito de conjunto e a solidariedade da equipa. Não sei pq o faz, mas sei q fez assim nos jogos da liga dos campeões, nos jogos com o slb e agora com o sporting. Tb constato q o período de maior qualidade de jogo q a equipa teve nesta época coincidiu com a fase em que o treinador repetiu em 3 jogos o mesmo 11. Será que foi mera coincidência?

domingo, novembro 27, 2005

mais asfalto2

Ontem na inauguração do troço de que falei no post anterior, o primeiro ministro anunciou mais 226 km de auto-estradas até 2007, só no norte do país. É isto que o meu povo gosta, diria Jorge Perestrelo.
Noutros países o progresso da nação mede-se em taxas de analfabetização, taxas de produtividade, déficit de balança comercial, etc. Em portugal é mais simples. Seremos mais evoluídos se tivermos mais tlm por habitante, comprarmos mais carros que os outros países e tivermos o país todo retalhado de auto-estradas, ic, ip, etc etc etc.

sábado, novembro 26, 2005

mais asfalto.

Descobri recentemente mais um belo exemplo de como lentamente os portugueses estão a asfaltar o país com os euros dos quadros comunitários de apoio. O caso das auto-estradas paralelas, do qual já conhecia o episódio A29/A1, multiplicou-se ao perceber que a A11 que liga braga ao litoral sul de esposende, corre em paralelo com a A7 no troço entre guimarães e a póvoa de varzim. Certamente que foram os autarcas das 2 cidades a fazer pressão para que o estado gastasse mais uns milhões a fazer uma ligação quase privativa das respectivas cidades à praia. Os portugueses que vivem longe não se apercebem destes casos, mas o que é certo é que o país continua a gastar milhões e milhões em obras não planeadas, decididas em cima do joelho ou à mesa de café frente a frente com uma bela sandes de queijo, talvez limiano.
Deixo mais uma vez o apelo a q consultem um mapa de estradas ibérico actualizado, identifiquem os exemplos q descrevi, e comparem o panorama rodoviário dos 2 lidos da fronteira, reflectindo nas diferenças de desenvolvimento sócio-económico dos 2 países.

domingo, novembro 20, 2005

dia mundial em memória das vítimas da estrada

Comemorou-se hoje este dia. Tristemente, portugal lidera as estatísticas europeias em número de mortos, em número de feridos e em número de acidentes. O debate q se tem feito sobre este assunto gira em volta das causas quase sobrenaturais q fazem de portugal o líder, e entre as mais badaladas surgem o civismo, ou a falta dele, as más estradas, o sangue latino, e o apetite por bebidas alcoólicas e outros produtos dopantes.
O facto de portugal ter optado por previligiar o transporte rodoviário em deterimento do ferroviário, raramente aparece no debate. E qd actualmente se discutem investimentos avultados no tgv, parece ser boa altura juntar as 2 coisas e reflectir um pouco neste assunto.
Foi em plena era do "progresso" cavaquista q os políticos elaboraram o famoso plano rodoviário nacional, posteriormente revisto e melhorado pelo pântano guterrista. Em ambos os momentos, o objectivo a atingir permaneceu intocado: dotar o país da melhor rede rodoviária da europa, ligando todas as capitais de distrito por auto-estrada. Um projecto grandioso,capaz de fazer os parceiros europeus roerem-se de inveja.
Estou convencido q tudo foi estudado ao mais ínfimo pormenor, e foram colocados nos 2 pratos da balança, os custos que esta opção teria em termos de sinistralidade, por oposição ao grande contributo destas obras no desenvolvimento do sector da construção civil e obras públicas. Teria sido o peso deste último factor que inviabilizou a hipótese de ligar as mesmas capitais de distrito por uma moderna e eficiente rede de comboios.
É sabido q a construção de uma via férrea é mt mais rápida, mt mais barata e mt mais light em termos de mão de obra do que uma bela auto-estrada. Podiamos tb avaliar as 2 opções em termos de energia, emissões e impactes no ambiente, mas todos esses factores juntos não chegaram para dobrar o poderoso lobi das estradas e produtos associados.
Foram todas estas reflexões e decisões, q levaram a q nesta altura do desenvolvimento do país, em pleno ano de 2005, e numa altura em que o plano rodoviário já deu origem a milhares de km de asfalto, a simples ideia de se construir um tgv me faz ficar perplexo com esta maneira de planear o futuro de um país.
O momento de planear, já passou. Foi à décadas atrás. E bem ou mal, pra mim mt mal, foi decidido q portugal escolheria o caminho rodoviário, a solução do asfalto. E essa decisão foi tomada em plena consciência e com todas as consequências explicadas em estudos e pareces.
Porque haveremos agora de fingir que afinal não se decidiu nada e que podemos gastar mais milhões num tgv? Qual é o país do mundo onde se gasta tudo o q existe e neste caso já o que não existe, em sistemas de transporte? Estará na cabeça dos decisores deste país que o progresso de um povo se esgota construindo sistemas de transporte? E a seguir ao tgv o que teremos? Canais aquáticos que liguem tudo a tudo mas desta vez por jet-ski? E a seguir, de avião?
A verdade é que o ciclo do asfalto parece estar a chegar ao fim. A maior parte das estradas estão prontas ou já projectadas e o lobi reparou que tem de começar a preparar um novo objecto de desejo. E se tiver q ser o tgv que seja. O lobi do automóvel poderia não ficar mt contente, mas como eles já perceberam q este projecto de comboio nunca vai ser competição aos bolides q comercializam, alimentam e cuidam, tb deram a sua anuência.
O preço que o país está a pagar em sofrimento e em vidas humanas, foi o preço q os governos já tinham conhecimento qd decidiram o futuro do país. Certamente que sabiam o q iria acontecer, mas os proveitos foram considerados superiores aos prejuízos. O que não é justo é que peçam agora ao povo português que para além do sangue e do sofrimento, contribuam outra vez com mais milhões para se fingir q nada disto foi planeado e pensado e que ainda vamos a tempo de abraçar o novo paradigma da modernidade, o tgv.
Na nova lusitânia, os milhões q estão já reservados para o tgv e para o aeroporto da ota, seriam investidos da seguinte forma:
1. ligação ferroviária de alta velocidade, dedicada ao transporte de mercadorias entre sines e espanha e entre aveiro e espanha.
2. Modernização de todos os portos marítimos com potencial de crescimento.
3. Finalização de uma vez por todas da ligação ferroviária da linha do norte em comboio pendular, prolongando a linha até vigo.
4. Investimento forte e decisivo em investigação e desenvolvimento no sector da energia das ondas e na energia solar, incentivando o país a tornar-se auto-suficiente em termos energéticos, ao mesmo tempo em que se tornaria um forte player mundial nas tecnologias deste sector.
Todos eles elementos de investimento que dotariam o país de activos geradores de riqueza, de um rumo certo e de um sinal claro que o país não anda ao sabor de lobis nem de vontades inconfessaveis.

quarta-feira, novembro 16, 2005

os guarda-redes da seleção

O problema que se vem agudizando em torno da baliza da seleção portuguesa, e as recentes e parvas afirmações do treinador Scolari acerca do lobi do Baía, recordam-me outros tempos em que o mesmo lobi, aparentemente infectou a baliza do FC Porto.
Se bem me lembro, após a contratação de Vítor Baía pelo FC Barcelona, o Porto "gastou" 6 guarda-redes em apenas 2 anos. Costinha, Hilário, Krall (titular indiscutível da seleção da ex-juguslávia), Ericsson (suplente de Thomas Ravelli na baliza sueca), Wosniac (o titular da seleção polaca) e Paulo Santos (actual preferido do treinador brasileiro).
Estranhamente, nenhum deles, por mais credenciais e talento q tivessem, servia para ocupar o posto de guardião azul e branco. O lugar seria posteriormente preenchido qd Vítor Baía regressou do clube espanhol. Na altura falava-se no fantasma de Baía, agora parece que é um lobi, inaudito.
Será, senhor Scolari, que o lobi de que se queixa, e que tanto o faz sofrer, é o mesmo desse tempo? Ou será que afinal se trata do lobi da qualidade que costuma andar coligado com jogadores fora de série?

Provavelmente vamos ter de esperar q o treinador brasileiro abandone o posto que actualmente ocupa para saber na verdade qual é a origem deste estranho lobi.
Eu estou muito curioso por saber esta resposta.

sexta-feira, novembro 11, 2005

como é possível?

Detesto esta noção tipicamente portuguesa das grandes obras de regime. Considero criminoso como se assumem passivos gigantescos para o estado, sem o mínimo de lógica de investimento apenas com o objectivo de que é preciso fazer obra. Acho até que decisões desastrosas como estas deviam merecer penas de prisão. Mas nos dias que correm é imperioso questionar uma coisa q é tão obscena como os elefantes brancos que se vão criando. A questão é esta: Como é possível que o psd e o pp e alguns ex-elementos do anterior governo, se manifestem agora contra a ota e o tgv, dp de terem sido fanáticamente defensores dos mesmos projectos enquanto eram governo? Que classe de políticos são estes que exibem com aparente orgulho, a facilidade com que saltam de galho em galho conforme sopra o vento?
Desta atitude absolutamente hipócrita nasce outra questão fundamental: como é possível esquecer estas coisas qd os mesmos senhores nos vêm pedir o nosso voto?
E o drama ainda aumenta de tom qd concluímos que o ps se comporta exactamente da mesma forma.

quarta-feira, outubro 26, 2005

o quê?

O slb e o setúbal estão a preparar um acordo financeiro q vai permitir a entrada de dinheiro no clube sadino, através da venda de uma opção de compra para todo o plantel ao slb. Por outras palavras o slb compra o direito a ter preferência de compra sobre qualquer jogador do setúbal q se destaque nesta época.
Onde é que isto se passa? Em portugal.
Algum organismo regulador, liga ou federação, se manifestou sobre esta manobra completamente inadmissível num ambiente de alta competição?
Até agora não.
Vamos esperar mais algum tempo e caso esta ideia peregrina tenha sucesso, teremos de substituir o escudo e as quinas da bandeira nacional por uma banana bem madura, pq efectivamente estaremos a viver numa república delas.

domingo, outubro 16, 2005

Cartel

Recentemente foram multados, por manipulação de preços, 5 laboratórios farmacêuticos. Trata-se de uma medida exemplar que julgo ser inédita em Portugal, principalmente pelos montantes envolvidos. Verificou-se que estes laboratórios apresentavam em vários concursos preços exactamente iguais, e com um aumento significativo em relação ao ano anterior, um exemplo claro da prática de cartel.

Entretanto, no sector das telecomunicações, despertou-me interesse e curiosidade o lançamento de um serviço para acesso à Internet através da rede 3G. A Optimus lançou o kanguru, sendo de imediato seguida pelas outras duas operadoras Vodafone e TMN.

Qual não foi a minha surpresa quando começo a comparar as características e custos nas várias operadoras... como se explica que os clientes sejam "brindados" exactamente com os mesmos valores pelas 3 operadoras de telecomunicações?

os problemas do fc porto

O fc porto dos últimos jogos tem sido uma equipa ingenua e à mercê de qq esquema táctico que explore as suas fragilidades defensivas. Faz lembrar um automóvel imaginário que fosse equipado com um motor porsche, um chassi bmw, electrónica japonesa e 4 pneus carecas e vazios.
Na minha opinião estão conjugadas 2 grandes condições para o aparente descalabro defensivo desta equipa. Em primeiro lugar e em termos individuais, esta deve ser o pior conjunto de defesas que o clube juntou nos últimos 20 anos. E isto é realçado se verificarmos q o melhor elemento dos últimos jogos tem sido um extremo esquerdo q tem vindo a ser adaptado às tarefas defensivas.
Em 2o lugar, fruto do esquema táctico adoptado pelo novo treinador, e associada a esta notória falta de qualidade na matéria prima, deu-se o súbito desaparecimento na equipa do lugar de trinco, q seja capaz de dar o necessário apoio ao quarteto q joga atrás de si.
Se o segundo factor de instabilidade pode ser superado com a aquisição de novas rotinas defensivas, a resolução do primeiro tem de passar obrigatoriamente por novas aquisições com carácter urgente.
Neste momento, olhando apenas para equipas da liga nacional, vejo 3 bons candidatos a reforçar os índices de qualidade da defesa do fc porto. O defesa esquerdo jorge luiz, do braga, o defesa central da académica, zé castro e o experiente defesa central do marítimo, van der gaag.

sexta-feira, outubro 07, 2005

separação

Já sei que pão é pão e queijo é queijo, mas considero completamente obescena a sistemática participação de membros do governo nas diversas campanhas eleitorais.
Sócrates participou em apenas 5 episódios eleitorais, dizem os defensores, mas para mim foram 5 participações a mais. Para além dele, quase todos os ministros fizeram questão de serem vistos nos mais variados concelhos a dar apoio a candidatos ps. Acho que essas participações promovem acima de tudo a imagem de que o comprometimento a que todos eles se ligaram, qd tomaram posse, está a ser quebrado, e por conseguinte, não colocam os interesses do país em primeiro lugar. Ocupam o tempo já de si escasso, em sucessivas solicitações partidárias, e não nas tarefas para que foram eleitos e nomeados.
Não é sério. Não é aceitável.

quinta-feira, outubro 06, 2005

instabilidade estável

Nos curiosos dias de correm, e enquanto assistia a mais um debate inconclusivo com os candidatos a presidente da câmara do Porto registei mais um aspecto muito curioso deste nosso sistema político.
Em quatro anos, o país assistiu à formação de 4 governos diferentes, com primeiros-ministros diferentes.
No mesmo país, são considerados nefastos os mandatos autárquicos que se prolongam durante 4, 8, 12, etc anos.
Quais serão as razões por que isto acontece?
Dizem os entendidos que para haver progresso no país é essencial existit uma linha de rumo bem definida e que essa linha seja consistentemente seguida durante muitos anos. Foi assim, dizem, que a Espanha conseguiu integrar o pelotão da frente da Europa e que nós cada vez nos afastamos mais dela.
Mas então porque é que nas autarquias isso não sucede e dá-mos por nós a criticar e a desesperar com os famosos dinossauros camarários?
Porque razão os autarcas conseguem ter estabilidade (até demais) e os governos centrais caem como tordos em cada época de caça? Será uma questão orgânica no Estado ou do sistema eleitoral, ou serão as clientelas locais mais facilmente satisfeitas? Poderão ser influências nefastas de países "inimigos" que tornam tão frágeis os governos?

Tenho tantas perguntas mas não consigo elaborar respostas minimamente sustentadas.
Se alguém tiver sugestões, agradeço-as desde já

segunda-feira, setembro 26, 2005

futebol espectáculo

Na jornada 4 deste campeonato tivemos, 1000 espectadores no estádio de leiria, 1500 no da amadora e 600 na figueira da foz! Será este o cenário pretendido pelo gilberto madail e pelo "major" loureiro? Pq será q com excepção de 1 holandês recém chegado cá ao rectangulo, ninguém parece questionar o pq destes números, nem tão pouco se mostram dispostos a lutar contra esta galopante desertificação dos estádios de futebol?

domingo, setembro 25, 2005

3 frases sobre os 3 grandes do futebol

Sporting - o final da época anterior foi demasiado traumatizante para os jogadores, para a equipa técnica, para o elenco directivo e para os adeptos para que se possa admitir que todos estes elementos cheguem juntos ao fim da época que corre.
Slb - não parece de forma alguma que vá ter a tarefa tão facilitada como na temporada anterior nem tão pouco mostra a mesma solidariedade entre todos os elementos do plantel.
Fc porto - terminado o período de import-export por que passou na temporada anterior, parece ter recuperado a auto-confiança que a caracterizou nos últimos anos e parece ser a equipa melhor posicionada para o sucesso.

sexta-feira, setembro 23, 2005

eleições

Nenhuma eleição me enerva e entristece tanto como as autárquicas. Curiosamente ou talvez não, é a sua característica e famosa proximidade com as populações o factor que me causa tantos problemas. É de facto esta, a única campanha que mostra algum do país real e respectivos mentores, a toda a sociedade. A cada reportagem que passa são fotografados e revelados os problemas, urbanos, as negociatas, as corrupções, as notórias incapacidades dos actuais e de quase todos os pretendentes aos lugares camarários.
Se nas eleições presidenciais se vende essencialmente a imagem e o feitio dos candidatos, tornando a escolha quase pessoal e como tal simples, nas autárquicas o que se vende é a hipótese de o candidato x poder ser menos mau que o actual presidente, sabendo de antemão que ambos vão usar os mesmos mecanismos/truques e vão ter mais ou menos os mesmos tipos de soluções.
Se nas legislativas o que se usa para vender os partidos são vídeoclips e imagens bem tratadas a par com comícios bem encenados, nas autárquicas é quase obrigatório mostrar imagens dos concelhos visados e servem essas imagens para exemplificar os erros, as anormalidades, as péssimas condições em que se vive na grande maior parte deste pequeno país.
Este ano no entanto, parece que o cenário ainda é mais degradante e desmotivador. Nunca como este ano tivemos tantos candidatos bandidos (como catalogou o bloco de esquerda) e nunca como este ano as televisões os têm promovido.
O poder local é, em cada ano que passa, um poder mais incompetente por força da fraqueza dos candidatos e é um poder, em termos democráticos, insuportavelmente frágil.

sábado, setembro 17, 2005

carta aberta para a associação "ambientalista" Campo Aberto

Vou falar-vos da vossa luta contra a intervenção na avenida dos aliados, inserida na requalificação que as obras da estação do metro obrigaram fazer. Antes de começar gostaria que fechassem os olhos, respirassem fundo e libertassem o vosso pensamento. Fiquem assim o tempo necessário até conseguirem libertar a mente de todo o tipo de pensamento.
Agora vou começar.
A cidade do Porto é, à semelhança do país a que pertence, rica em atentados ambientais, problemas de gestão urbana, territorial e de espaços naturais. São inúmeros os casos em que a intervenção de ONGs contribui decisivamente para a resolução de alguns desses problemas. Tenho aliás a opinião de que em sociedades fechadas, e mt pouco activas socialmente, como é a nossa, o papel dessas organizações é absolutamente nuclear na defesa do ambiente natural e da coesão ecológica do território.
Aqui na cidade são inúmeros os problemas reais, graves e ainda não resolvidos, que nascem do eterno conflito entre o lucro do curto prazo e o desenvolvimento sustentado. Lembro-vos por exemplo, o problema permanente da falta de tratamento das águas residuais urbanas com que o concelho se depara, ano após ano, mandato após mandato; lembro-vos a total inacçao do poder autárquico na depoluicão das praias da Foz; lembro-vos a inexistência de qualquer tipo de controlo aos escapes das empresas de transportes colectivos que operam na cidade; lembro-vos a impunidade com que se fazem todos os dias descargas de efluentes líquidos industriais nos ribeiros entubados e nos colectores de águas pluviais da cidade; lembro-vos do autêntico atentado ao património arquitectónico da cidade, por parte de empresas imobiliárias q adquirem imóveis com centenas de anos e os deixam desmoronar para poderem construir caixas de habitação sem qualidade.


Todos estes problemas são actuais, graves e precisam da vossa ajuda para serem resolvidos e é por isso que fico perplexo quando vejo uma ONG como a vossa a desperdiçar recursos e energias, numa causa tão idiota como a que dá nome a esta missiva.
Os factos deste pseudo-problema são os seguintes:
Ponto 1- a construção subterrânea da estação do metro obriga a que existam escadas e elevadores de acesso.
Ponto 2- esses acessos têm de ser feitos nos passeios. Ninguém estaria concerteza à espera que se construíssem os acessos no meio da uma placa pedonal rodeada de trânsito automóvel.
Ponto 3- os passeios que existiam não tinham largura suficiente para os dotar dos acessos pelo que houve necessidade de os alargar, retirando 8 metros à placa central ajardinada que existia.
Ponto 4- a menos que vocês estejam a defender a construção de uma faixa de jardim com 2 metros de largura no centro da placa central, e ao longo de toda a avenida, não faz o mínimo sentido querer alterar o projecto.
Ponto 5- a opção de substituir o calcário pelo granito, parece portanto a única reivindicação que vos resta.

Como conclusão do que foi exposto, posso considerar que vocês são neste momento uma ONG que gasta o precioso tempo e recursos que dispõe, a defender as pedras de uma calçada! Ainda por cima numa cidade com tantos problemas verdadeiros por resolver.
Parece-me no mínimo ridícula a vossa posição.
Possivelmente se vocês existissem em 1920 a avenida não sequer existia porque, como sabem, aquele espaço era fisicamente dividido em 2 praças.
A vossa infeliz luta está, para já a ser ganha, uma vez que conseguiram atrasar as obras e a prolongar o transtorno que o estaleiro causa a todos os portuenses. Também conseguiram que a actual equipa autárquica não possa inaugurar eleitoristicamente mais essa obra (seria esse o vosso obscuro desejo?).
De qualquer das maneiras, considero que vocês nesta ocasião não estão a cumprir a razão da vossa existência, foram provavelmente manipulados e estão a causar prejuízos à cidade e às populações a que supostamente devem a vossa existência.