Já sei que pão é pão e queijo é queijo, mas considero completamente obescena a sistemática participação de membros do governo nas diversas campanhas eleitorais.
Sócrates participou em apenas 5 episódios eleitorais, dizem os defensores, mas para mim foram 5 participações a mais. Para além dele, quase todos os ministros fizeram questão de serem vistos nos mais variados concelhos a dar apoio a candidatos ps. Acho que essas participações promovem acima de tudo a imagem de que o comprometimento a que todos eles se ligaram, qd tomaram posse, está a ser quebrado, e por conseguinte, não colocam os interesses do país em primeiro lugar. Ocupam o tempo já de si escasso, em sucessivas solicitações partidárias, e não nas tarefas para que foram eleitos e nomeados.
Não é sério. Não é aceitável.
sexta-feira, outubro 07, 2005
separação
quinta-feira, outubro 06, 2005
instabilidade estável
Em quatro anos, o país assistiu à formação de 4 governos diferentes, com primeiros-ministros diferentes.
No mesmo país, são considerados nefastos os mandatos autárquicos que se prolongam durante 4, 8, 12, etc anos.
Quais serão as razões por que isto acontece?
Dizem os entendidos que para haver progresso no país é essencial existit uma linha de rumo bem definida e que essa linha seja consistentemente seguida durante muitos anos. Foi assim, dizem, que a Espanha conseguiu integrar o pelotão da frente da Europa e que nós cada vez nos afastamos mais dela.
Mas então porque é que nas autarquias isso não sucede e dá-mos por nós a criticar e a desesperar com os famosos dinossauros camarários?
Porque razão os autarcas conseguem ter estabilidade (até demais) e os governos centrais caem como tordos em cada época de caça? Será uma questão orgânica no Estado ou do sistema eleitoral, ou serão as clientelas locais mais facilmente satisfeitas? Poderão ser influências nefastas de países "inimigos" que tornam tão frágeis os governos?
Tenho tantas perguntas mas não consigo elaborar respostas minimamente sustentadas.
Se alguém tiver sugestões, agradeço-as desde já
segunda-feira, setembro 26, 2005
futebol espectáculo
Na jornada 4 deste campeonato tivemos, 1000 espectadores no estádio de leiria, 1500 no da amadora e 600 na figueira da foz! Será este o cenário pretendido pelo gilberto madail e pelo "major" loureiro? Pq será q com excepção de 1 holandês recém chegado cá ao rectangulo, ninguém parece questionar o pq destes números, nem tão pouco se mostram dispostos a lutar contra esta galopante desertificação dos estádios de futebol?
domingo, setembro 25, 2005
3 frases sobre os 3 grandes do futebol
Sporting - o final da época anterior foi demasiado traumatizante para os jogadores, para a equipa técnica, para o elenco directivo e para os adeptos para que se possa admitir que todos estes elementos cheguem juntos ao fim da época que corre.
Slb - não parece de forma alguma que vá ter a tarefa tão facilitada como na temporada anterior nem tão pouco mostra a mesma solidariedade entre todos os elementos do plantel.
Fc porto - terminado o período de import-export por que passou na temporada anterior, parece ter recuperado a auto-confiança que a caracterizou nos últimos anos e parece ser a equipa melhor posicionada para o sucesso.
sexta-feira, setembro 23, 2005
eleições
Nenhuma eleição me enerva e entristece tanto como as autárquicas. Curiosamente ou talvez não, é a sua característica e famosa proximidade com as populações o factor que me causa tantos problemas. É de facto esta, a única campanha que mostra algum do país real e respectivos mentores, a toda a sociedade. A cada reportagem que passa são fotografados e revelados os problemas, urbanos, as negociatas, as corrupções, as notórias incapacidades dos actuais e de quase todos os pretendentes aos lugares camarários.
Se nas eleições presidenciais se vende essencialmente a imagem e o feitio dos candidatos, tornando a escolha quase pessoal e como tal simples, nas autárquicas o que se vende é a hipótese de o candidato x poder ser menos mau que o actual presidente, sabendo de antemão que ambos vão usar os mesmos mecanismos/truques e vão ter mais ou menos os mesmos tipos de soluções.
Se nas legislativas o que se usa para vender os partidos são vídeoclips e imagens bem tratadas a par com comícios bem encenados, nas autárquicas é quase obrigatório mostrar imagens dos concelhos visados e servem essas imagens para exemplificar os erros, as anormalidades, as péssimas condições em que se vive na grande maior parte deste pequeno país.
Este ano no entanto, parece que o cenário ainda é mais degradante e desmotivador. Nunca como este ano tivemos tantos candidatos bandidos (como catalogou o bloco de esquerda) e nunca como este ano as televisões os têm promovido.
O poder local é, em cada ano que passa, um poder mais incompetente por força da fraqueza dos candidatos e é um poder, em termos democráticos, insuportavelmente frágil.
sábado, setembro 17, 2005
carta aberta para a associação "ambientalista" Campo Aberto
Vou falar-vos da vossa luta contra a intervenção na avenida dos aliados, inserida na requalificação que as obras da estação do metro obrigaram fazer. Antes de começar gostaria que fechassem os olhos, respirassem fundo e libertassem o vosso pensamento. Fiquem assim o tempo necessário até conseguirem libertar a mente de todo o tipo de pensamento.
Agora vou começar.
A cidade do Porto é, à semelhança do país a que pertence, rica em atentados ambientais, problemas de gestão urbana, territorial e de espaços naturais. São inúmeros os casos em que a intervenção de ONGs contribui decisivamente para a resolução de alguns desses problemas. Tenho aliás a opinião de que em sociedades fechadas, e mt pouco activas socialmente, como é a nossa, o papel dessas organizações é absolutamente nuclear na defesa do ambiente natural e da coesão ecológica do território.
Aqui na cidade são inúmeros os problemas reais, graves e ainda não resolvidos, que nascem do eterno conflito entre o lucro do curto prazo e o desenvolvimento sustentado. Lembro-vos por exemplo, o problema permanente da falta de tratamento das águas residuais urbanas com que o concelho se depara, ano após ano, mandato após mandato; lembro-vos a total inacçao do poder autárquico na depoluicão das praias da Foz; lembro-vos a inexistência de qualquer tipo de controlo aos escapes das empresas de transportes colectivos que operam na cidade; lembro-vos a impunidade com que se fazem todos os dias descargas de efluentes líquidos industriais nos ribeiros entubados e nos colectores de águas pluviais da cidade; lembro-vos do autêntico atentado ao património arquitectónico da cidade, por parte de empresas imobiliárias q adquirem imóveis com centenas de anos e os deixam desmoronar para poderem construir caixas de habitação sem qualidade.

Todos estes problemas são actuais, graves e precisam da vossa ajuda para serem resolvidos e é por isso que fico perplexo quando vejo uma ONG como a vossa a desperdiçar recursos e energias, numa causa tão idiota como a que dá nome a esta missiva.
Os factos deste pseudo-problema são os seguintes:
Ponto 1- a construção subterrânea da estação do metro obriga a que existam escadas e elevadores de acesso.
Ponto 2- esses acessos têm de ser feitos nos passeios. Ninguém estaria concerteza à espera que se construíssem os acessos no meio da uma placa pedonal rodeada de trânsito automóvel.
Ponto 3- os passeios que existiam não tinham largura suficiente para os dotar dos acessos pelo que houve necessidade de os alargar, retirando 8 metros à placa central ajardinada que existia.
Ponto 4- a menos que vocês estejam a defender a construção de uma faixa de jardim com 2 metros de largura no centro da placa central, e ao longo de toda a avenida, não faz o mínimo sentido querer alterar o projecto.
Ponto 5- a opção de substituir o calcário pelo granito, parece portanto a única reivindicação que vos resta.
Como conclusão do que foi exposto, posso considerar que vocês são neste momento uma ONG que gasta o precioso tempo e recursos que dispõe, a defender as pedras de uma calçada! Ainda por cima numa cidade com tantos problemas verdadeiros por resolver.
Parece-me no mínimo ridícula a vossa posição.
Possivelmente se vocês existissem em 1920 a avenida não sequer existia porque, como sabem, aquele espaço era fisicamente dividido em 2 praças.
A vossa infeliz luta está, para já a ser ganha, uma vez que conseguiram atrasar as obras e a prolongar o transtorno que o estaleiro causa a todos os portuenses. Também conseguiram que a actual equipa autárquica não possa inaugurar eleitoristicamente mais essa obra (seria esse o vosso obscuro desejo?).
De qualquer das maneiras, considero que vocês nesta ocasião não estão a cumprir a razão da vossa existência, foram provavelmente manipulados e estão a causar prejuízos à cidade e às populações a que supostamente devem a vossa existência.
terça-feira, setembro 06, 2005
nota positiva
Tornou-se digno de registo que, após tantas trapalhadas e actos falhados, tenha este governo, finalmente decidido tomar 2 medidas bastante promissoras e que fazem antever um passo no bom sentido.
Em 1o lugar, o prologamento dos contratos dos professores por 3 e 4 anos conforme o ciclo de ensino em q se inserem, dando-lhes a necessária estabilidade mínima para se dedicarem, em melhores condições, à nobre tarefa para que foram nomeados. Esta medida, é um primeiro passo no sentido da autonomia das escolas na constituição do seu corpo de docentes, actuando no mercado, selecionando os melhores entre os melhores.
A 2a medida é a criação de um corpo de bombeiros profissionais do estado, dotado dos meios necessários, do comando único, da fusão da miriade de entidades que até agora davam palpites e geravam a tão portuguesa anarquia e irresponsabilidade colectiva. Aguardamos as reações dos novos espoliados que esta medida vai criar, autênticos parasitas, que tiravam partido deste clima podre de décadas de desordem.
sábado, setembro 03, 2005
registo para a posteridade
2 de Setembro de 2005, Ponta do Sol, ilha da Madeira.
Declaração pública de luís filipe vieira: "são os jogadores que ganham os jogos, não são os árbitros que ganham os jogos."
Transparente, claro, sem margem para dúvidas ou segundos sentidos. A declaração foi proferida e registada aqui neste blog.
Voltarei a falar deste senhor quando surgir a inevitável contradição. Talvez me deva despedir com um: até pra semana!
quinta-feira, setembro 01, 2005
ideias soltas para alusitânia
Terminará a caça fora de coutadas especialmente criadas pro efeito. Passando a ser proibido caçar em regime livre. Haverá mão pesada pra quem desobedecer. Quem quiser caçar, paga e quem não pagar tem de escolher outro hobby.
No sector agrícola só passarão a receber apoio do estado, as produções dedicadas à agricultura biológica, aos produtos de denominação de origem protegida e o vinho do porto. Tudo o resto passa a ser da exclusiva responsabilidade dos produtores. O estado tem de saber aplicar os incentivos de modo a orientar os sectores. Não se pode subsidiar às cegas tudo e todos pq assim não se pode dar orientação necessária ao bom desenvolvimento.
Os mandatos dos governos passarão a ser de 6 anos.
O número de deputados será reduzido a 2 terços do actual e os salários serão aumentados.
Os descontos pra segurança social vão aumentar e tornar-se-ao constantes ao longo de toda a carreira contributiva e não apenas nos últimos anos, tornando o sistema totalmente sustentado.
os novos pp
As previsíveis expulsões do major valentim e do isaltino morais podem ajudar o movimento de clarificação das forças partidárias e contribuir decisivamente para a criação do novo partido português - O partido popular. O popularismo português, tem tudo a ganhar com adesão destes dois distintissimos membros. Resta-nos a esperança que a eles se juntem novos potenciais membros como por exemplo a fátima felgueiras, o narciso miranda, o ferreira torres, o armando vara e claro o guru de todos eles: o alberto joão jardim!
investimento?
A administração local foi responsável em 2004 por 43.3% do investimento em concursos públicos de obras de construção civil. Qual foi a qualidade desse investimento? Qt desses concursos foram 100% limpos? Com tudo o q s conhece e vai sendo lentamente desenterrado, devemos todos fazer essa pergunta e esperar por uma resposta...
quarta-feira, agosto 31, 2005
liçõesvindas do chile
Os técnicos chilenos q tal como no ano passado vieram até portugal para ajudar a combater incêndios florestais, chegaram a 2 conclusões.
-Portugal gasta mt água no combate aos fogos, qd em alternativa devia apostar no desbaste da vegetação q circunda o incêndio.
-Há muitas habitações junto das áreas florestais, o q não sucede no Chile.
Podemos acrescentar q as 2 questões estão ligadas pq as casas dispersas pelo território impedem mt vezes o tal desbaste ao mesmo tempo q contribuem decisivamente, para quase todas as ignições, pois como tb já se sabe, a negligência humana é a principal causa de incêndios florestais.
Como conclusão podemos dizer que quanto mais afastado se mantiver o homem e as suas actividades, das florestas e do meio natural, melhores resultados teremos em qq política florestal q venha a ser adoptada na futura Lusitânia.
segunda-feira, agosto 29, 2005
movimento de restauração do concelho de canas de senhorim, o retrato da mediocridade.
O mrccs e o seu instigador, luís pinheiro, passaram a uma nova fase na sua luta pelos cargos pq anseiam. Ao verem os seus verdadeiros interesses reconhecidos pelos q inicialmente conseguiram enganar, o movimento está a promover o terror na freguesia. A população tem medo de falar, medo de se manifestar, medo de ter opinião diferente do cacique local.
A criação do concelho foi vetada e bem, pelo mais alto representante do país, por ser prejudicial à coesão nacional. No entanto, os medíocres locais insistem no disparate e agora passaram à mais básica forma de repressão, as agressões físicas aos que, mesmo na própria freguesia, se opõem à restauração.
Proponho que na nova lusitânia, actos deste calibre sejam equiparados a actos de traição nacional, tendo como moldura penal, o enforcamento em praça pública ou em opção a expulsão do país, q eles acabaram de trair.
Como se chamam os indivíduos q colocam os seus interesses mais mesquinhos, acima dos do seu país, para dele tirarem proveito?
domingo, agosto 28, 2005
Atenção Srs e Sras, o circo vai recomeçar!
Setembro está aí. Os nossos "líderes" regressam todos das suas merecidas férias, e voltamos a vê-los todos os dias. Entretanto, eles vão esforçar-se por mostrar que fizeram trabalho em prol da comunidade. Vai recomeçar a época das inaugurações. Nestas semanas que se seguem até às eleições, lá terá que se finalizar qualquer coisa programada para esse efeito.
Não sei se é coincidência, mas por exemplo, em Aveiro, como explicar que hoje, domingo, dia 28 de Agosto, às 22h50, estivessem dois trabalhadores na Avenida Lourenço Peixinho a trabalhar na colocação de calçada na zona envolvente ao novo túnel rodoviário de acesso ao centro da cidade?
Será que somos nós que gostamos de ser tratados desta forma?
quinta-feira, agosto 25, 2005
BES-branco mais branco,não há
"Banco espírito santo, realizar mais. Responsabilidade ambiental e social."
Certamente já deram de caras com anúncios de página inteira, com estes dizeres. Aparentemente o banco acabou de aderir aos Princípios do Equador, que de acordo com o mesmo anúncio, são um conjunto de procedimentos utilizados voluntariamente por instituições financeiras na gestão de questões sócio-ambientais associadas a operações de project-finance.
Nada como ver-se envolvido em escândalos ambientais - empreendimento turístico que envolvia mt sobreiros - e escândalos financeiros - mensalão - para tratar de limpar a imagem pública. Será que ainda vai a tempo ou vai apenas transformar-se de imagem sinistra a madalena arrependida?
O Polvo
(Noticia retirada de publico.pt):
Paulo Morais denuncia "pressões e cunhas de dezenas de pessoas"
Vice da Câmara do Porto: "Negócios imobiliários financiam dirigentes, campanhas e partidos"
25.08.2005 - 10h19

"Nas mais diversas câmaras do país há projectos imobiliários que só podem ter sido aprovados por corruptos ou atrasados mentais", declara
O vereador acrescenta que "as estruturas corporativas são hoje muito mais fortes porque têm uma aparente legitimidade democrática. Se os vereadores do Urbanismo são os coveiros da democracia, os partidos são as casas mortuárias", afirma.
O autarca social-democrata diz que a Câmara do Porto é uma 
"Impediram-se algumas aberrações urbanísticas", diz Paulo Morais, acrescentando que "enquanto Rui Rio for presidente e tutelar directa ou indirectamente a área do Urbanismo, não haverá vigarices".
O autarca aponta como exemplo de projectos chumbados neste mandato o prédio Proeza, do BPI, que considera que seria "u
O social-democrata, que foi afastado das listas da coligação PSD/CDS-PP para a Câmara do Porto, diz que "os pelouros do Urbanismo das maiores câmaras são o local onde tudo se joga".
O responsável, que antes de liderar o Urbanismo tutelava o pelouro da Habitação Social da Câmara do Porto, não tem dúvidas de que se se continuar a "baixar o nível de democracidade dos partidos e eles forem cada vez mais vulneráveis aos interesses corporativos, a democracia está em perigo".
"Existe uma preocupante promiscuidade entre diversas forças políticas, dirigentes partidários, famosos escritórios de advogados e certos grupos empresariais", acrescenta.
A alteração deste "sistema" só será possível "com maior transparência e simplificação de procedimentos ao nível do aparelho do Estado", diz também.
O autarca afirma que sairá deste executivo após as eleições autárquicas de 9 de Outubro "com alívio, mas mais preocupado com a saúde da democracia e do PSD".
quarta-feira, agosto 24, 2005
actualizaçãodo sonho dos bombardeiros
Afinal o nosso ministro costa não sonhou de forma natural e espontânea, tendo sofrido antes, uma espécie de indução hipnótica, que lhe colocou no cérebro as imagens necessárias pra sonhar com o bombardeiro europeu.
Por outras palavras mais directas, alguém lhe encomedou aquele discurso patético aos microfones da rádio francesa.
Ao que parece o avião já tem nome skylander, já tá em fase de protótipo, vai ser apresentado numa próxima feira de material aeronáutico e só precisaria de um empurrãozinho de markting q o nosso ministro costa fez o favor de dar. O preço dessa preciosa ajuda iremos saber mais tarde mas o q interessa neste momento é perceber q neste como noutros episódios, a população tem de estar sempre alerta para os reais objectivos dos discursos e das ideias do pessoal q dirige este país, pois de uma coisa podemos estar certos, só mt raramente eles falam, tendo em mente o bem nacional.
segunda-feira, agosto 22, 2005
costa, o visionário

Antonio costa, ainda ministro da administração interna, teve um sonho. Sonhou com um bombardeiro europeu a salvar as florestas, do mar de chamas q este ano, mais uma vez fez questão de passar por portugal.
Com o país a arder, com os cofres das empresas de meios aéreos a abarrotar, e com a floresta a desaparecer, o visionário ministro não conseguiu melhor q imaginar um bombardeiro. Podia ter apelado à construção de um helicóptero, ou de um balão de ar quente mas não, foi mesmo um bombardeiro.
Por esta amostra, podemos avaliar a capacidade deste homem em resolver problemas, criando soluções. Ele está convencido q com um avião made in europa o combate será mt mais eficaz do que com os actuais made in canadá. Certamente q, no mesmo sonho, as empresas q construíriam esses aviões, apoiam com todas as forças essa maravilhosa decisão. O ministro costa que com esta visão nos mostra como é débil a sua capacidade de imaginação, podia esclarecer o país qt ao paradeiro dos 50 milhões de euros q nos foram oferecidos pela ue em 2003 para prevenirmos futuras calamidades. Podia tb clarificar o processo de adjudicaçao dos actuais meios aéreos, e acabar de uma vez com o "boato" que corre pelo país sobre quem está por detrás dessas empresas.
Em vez disso, decidiu partilhar com uma rádio francesa o seu sonho.
Em tempos tivemos um ministro q se demitiu por contar uma anedota. Será q não está na altura do ministro costa fazer a trouxa e zarpar?
sábado, agosto 20, 2005
o poder democrático
A chuva de democracia que nos apagou em 1974, o incêndio de 36 anos de ditadura paternalista, já quase secou, mas dela sobreviveu entre nós uma prima afastada, conhecida como demagogia e bastante mais perigosa q útil. Em termos de gestão e ordenamento de território, essa prima, usa da ilusão e das falsos benefícios, para enganar populações, levando-as a acreditar q só a subida de posto do seu aglomerado urbano lhe poderá trazer os benefícios da civilização ocidental. A prima, manobrada com facilidade por proto-candidatos a chefes dessa nova aglomeração, vende imagens de paraíso em troca de manifestações, cortes de estrada e linhas de comboio, insultos aos órgãos de soberania, etc, etc.
Promete hospitais, escolas, tribunais, bombeiros, polícias, piscinas, bibliotecas, como se o dinheiro nascesse nas árvores e como se esses mesmos equipamentos não estivessem já à disposição das populações, na aglomeração a q pertencia. É claro q ter um hospital no meu quintal, uma piscina ao dobrar da esquina ou uma escola no mesmo quarteirão são ideias q conquistam facilmente as populações, mas nenhum país do mundo sobrevive com tamanho desperdício de recursos. Por cada nova autarquia q se cria nasce mais corrupção, mais despesa pública, mais desperdício energético, mais ocupação erratica de espaço natural, mais casas.
Na nova lusitânia nada disto terá hipótese de acontecer. O que irá ser aplicado é o princípio da racionalidade e não a ditadura da demagogia. Vão ser finalmente expostos à população os benefícios da eficiência por oposição às actuais condições de desaproveitamento das potencialidades que já existem. Vão ser extintos municípios superfulos, criados nessa onda de loucura separatista.
Na nova lusitânia vai ser dada total prioridade à gestão distrital e será sempre a esse nível organizacional q o território irá ser gerido.
O território nacional não tem dimensão humana, nem física para o grau de desagregação q apresenta. É urgente tornar racional a gestão deste pequeno território europeu.
sexta-feira, agosto 19, 2005
ainda os bombeiros
O voluntarismo é definido pela frase tipicamente portuguesa: vai-se fazendo o q se pode.
O voluntarismo em portugal é sinónimo de irresponsabilidade generalizada.
O voluntarismo explica como foi possível que 317 homens, 94 viaturas e 6 aviões de combate, tivessem deixado reacender no dia 17 o incêndio da Pampilhosa da Serra. O concelho de que falo, tem uma área total de 39000 ha dos quais 30000 estão reduzidos a cinza...
Na lusitânia tudo o q for afecto à protecção civil vai ser profissionalizado e finalmente vamos substituir a velha frase tipicamente portuguesa por esta bem mais civilizada: vamos fazer o que devemos.